As notícias que chegam da #Câmara dos Deputados não são nada boas para o presidente interino #Michel Temer (PMDB) que, em breve, poderá ter que responder a processo de impeachment, assim como a presidente afastada Dilma Rousseff. Se depender de Waldir Maranhão (PP-MA), presidente em exercício da Câmara dos Deputados, esforços não faltarão, pois, nessa quarta-feira (6), ele afirmou que irá conversar com líderes partidários em busca de apoio para instaurar na Câmara uma Comissão Especial de #Impeachment contra Michel Temer.

De acordo com o site G1, já houve uma reunião no próprio gabinete da presidência da Câmara para cobrar a instalação da comissão de impeachment.

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A reunião ocorreu a portas fechadas com Maranhão e outros seis parlamentares para discutir a responsabilidade de Temer em supostos crimes de responsabilidade fiscal. A reunião ocorreu a pedido de parlamentares do PSOL.

Na terça-feira, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) cobrou o presidente em exercício sobre a instalação da comissão, porém, Maranhão rejeitou o pedido.

Durante reunião, Maranhão afirmou que dará cinco dias para indicações

Segundo o deputado Glauber Braga, Waldir Maranhão reconheceu que a situação é grave durante a reunião feita na quarta-feira. Maranhão também afirmou de forma categórica que dará um prazo de cinco dias corridos para que os líderes da casa façam as indicações de integrantes da comissão.

O regimento interno da Câmara também permite que o presidente faça a indicação dos nomes.

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Mas de acordo com a assessoria de imprensa, Maranhão pretende dialogar com líderes para que sejam feitas as indicações.

Pedido de impeachment de Temer tem o mesmo embasamento que o pedido de Dilma

O pedido de impeachment de Michel Temer tem o mesmo embasamento do processo instaurado contra a presidente afastada, Dilma Rousseff, pelo menos em um dos pontos. De acordo com o pedido, em 2015, o peemedebista fez uso de créditos suplementares incompatíveis com a meta orçamentária de superávit primário. Temer só poderia fazer uso desses créditos caso o Congresso Nacional aprovasse a utilização.

Esse mesmo pedido já havia passado nas mãos de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, por sua vez, arquivou o pedido alegando que não havia indícios de cometimento de crime de responsabilidade fiscal.