Após uma reunião entre Ministério da Saúde, representantes do #Governo de Cuba e representantes da Opas (Organização Pan Americana de #Saúde), ocorrida na última sexta-feira (15), ficou decidido que, após o período de eleições municipais, serão substituídos 2.400 profissionais contratados pelo Programa Mais Médicos. A informação foi veiculada no jornal “Folha de São Paulo”.

Os profissionais cubanos que estão atuando no Brasil, já estão próximos do fim do prazo estipulado inicialmente de três anos.  Os médicos cubanos chegaram ao Brasil em 2013 e agora terão apenas mais quatro meses até que seja decretado o encerramento de suas participações no programa.

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A decisão afetará 2.400 médicos que terão seus contratos de trabalho encerrados entre julho e outubro desse ano.

Em sua totalidade, o “Programa Mais Médicos”, abrangeu 18.400 médicos que estão espalhados por diversos cantos do país. Mas nem todos os participantes do programa são cubanos, de acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, 11.429 médicos são cubanos, 1.537 possuem formação em medicina no exterior e o saldo restante é composto por médicos brasileiros.

Brasil ainda estuda como será a reposição dos médicos do Programa

O governo brasileiro ainda não sabe como vai fazer para repor os médicos cubanos que deixarão o país. O governo cubano optou por não renovar por mais três anos, o tempo de participação no Programa, conforme poderia ter sido feito, após medida provisória feita pela presidente afastada, Dilma Rousseff.

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Cuba decidiu que irá enviar novos médicos para repor as vagas, porém, já alertou o governo brasileiro que deseja renegociar o valor da bolsa para aos médicos do programa. Atualmente, o valor pago é de R$ 10 mil, sendo que os médicos recebem 30% do valor da bolsa, ou seja, R$ 3 mil. A intenção de renegociação, é compensar a perda inflacionária e desvalorização da moeda.

O presidente interino Michel Temer já declarou que defende a continuidade do programa, mas defende que sejam feitas modificações para que seja enfatizada a contratação de médicos formados no Brasil. #Crise-de-governo