Os desdobramentos das investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, comandada pelo juiz Sérgio Moro, dão conta de que mais descobertas vêm à tona. Desta vez, trata-se de pistas decorrentes das apurações sobre Construtoras envolvidas em escândalos bilionários de desvios de dinheiro público, principalmente da Petrobras, e também, a partir da realização de obras em outros países e continentes. 

As investigações da Polícia Federal, obtiveram novas descobertas a partir de depoimentos e a situação de obras realizadas pela empreiteira OAS, presidida por José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, considerada uma pessoa próxima ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Mensagem de celular

Os agentes federais apreenderam uma mensagem encontrada no celular do sócio da OAS, Léo Pinheiro, em que estava descrito que a empreiteira conquistou uma obra de grande relevância em Guiné Equatorial, país localizado na região ocidental do continente africano. De acordo com os dados da mensagem, a empreiteira comandada por Léo Pinheiro, teria angariado a realização de uma obra bilionária naquele país, algo em torno de R$ 1 bilhão. O que os investigadores constataram de mais intrigante, é que na mensagem, estava delineado que a obra se concretizou "com a ajuda do Brahma", em uma clara referência ao ex-presidente #Lula, já descrito por depoentes na Lava-Jato, de acordo com o prosseguimento das investigações realizadas e análises da força-tarefa da Lava-Jato, chamado por envolvidos nos escândalos da Petrobras, a partir desse codinome.

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A mensagem descrita havia sido enviada na data de 31 de janeiro de 2013, por Jorge Fortes e encaminhada para Pinheiro. Fortes era naquela época, o diretor de Relações Institucionais da OAS em Brasília. O principal objetivo da mensagem de celular, era que Léo Pinheiro lograsse que a presidente hoje afastada, Dilma Rousseff, colocasse a "pedra fundamental da estrada", através da solicitação feita a um ministro cujo nome não fora citado.

A obra é a implementação de uma estrada que liga os dois principais portos de Guiné Equatorial, unindo os portos de Malabo e Luba. Naquele mesmo período, Dilma Rousseff viajou ao país e concedeu o perdão a uma dívida de R$ 27 milhões, embora não se saiba se ela atendeu aos objetivos da empreiteira OAS. Vale lembrar que Guiné Equatorial é governada pelo ditador Teodoro Obiang, que se tornou aliado de Lula, quando o ex-presidente marcava forte presença na África. Guiné Equatorial é a mais longa ditadura de que se tem notícia no continente africano, já há mais de 36 anos no poder.

Defesas contestam

O Instituto Lula declarou que o ex-presidente não manteve qualquer negócio ilícito com a empreiteira OAS, porém não se manifestou sobre a citação ao ex-presidente na mensagem de celular de Léo Pinheiro, afirmando em nota que "não comenta vazamentos ilegais de mensagens de autorias de outras pessoas", declarou. Já a defesa de Léo Pinheiro não quis se pronunciar. #Lava Jato #Corrupção