Nesta quinta-feira (14), a Polícia Federal (PF) divulgou que o deputado federal #Eduardo Cunha (PMDB-RJ) solicitou o uso do heliponto da Andrade Gutierrez. Conforme foi veiculado pelo site da Revista Época, o pedido do ex-presidente da Câmara dos Deputados foi feito por intermédio da sua secretária, em agosto de 2014, e foi encontrado em uma mensagem que estava no celular do ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo.

 “Para ciência, a assistente Malu do Sr. Eduardo Cunha pediu para utilizar o nosso heliponto às 17h30min, mas não conseguiu. Falei com Rosi (gerente do prédio), e não tem equipe disponível”, dizia a mensagem.

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Este não é o único diálogo de troca de favores que envolve Cunha e Azevedo. Em mensagens trocadas via celular, que também datam de 2014, o parlamentar confirmou ao empresário que atendeu um pedido da CNO (Construtora Norberto Odebrecht), que sugeriu modificações na MP627, que diz respeito à tributação de lucros obtidos por multinacionais brasileiras no exterior, “em sigilo”.

 O teor das mensagens trocadas por Otávio Azevedo e Eduardo Cunha ratificam que ambos tinham um relacionamento bastante estreito.

Considerado um dos maiores empreiteiros do país, Otávio Azevedo foi pego na Operação Lava-Jato e chegou a ser preso. Azevedo fechou acordo de delação premiada e, por esse motivo, teve que entregar os seus celulares a Polícia Federal.

Afastado de suas funções como deputado federal, Eduardo Cunha é acusado de fraude fiscal, #Corrupção, lavagem de dinheiro e fraude eleitoral.

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Além dessas acusações, o ex-presidente da Câmara dos Deputados é investigado de receber propinas relacionadas a um esquema de corrupção que envolvia empresas que obtiveram financiamentos do fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS). De acordo com investigações, Cunha controlava o esquema através do seu afilhado nomeado vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Fábio Cleto. Recentemente, Cleto fechou acordo de Delação Premiada na Lava-Jato.

Nesta semana, Cunha sofreu uma grande derrota política. O recurso que o parlamentar impetrou para evitar que o processo de cassação do seu mandato fosse para Câmara foi rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça por 48 votos a 12.

  #Crise-de-governo