Nesta sexta-feira (15), o Exército da Turquia comunicou que tomou o poder no país e instituiu a lei marcial. Segundo o comunicado divulgado pelos próprios militares, o exército Turco reivindicou o poder com o intuito de restabelecer a democracia na Turquia. O Estado-Maior acrescentou que todos os tratados internacionais serão mantidos e esperam manter uma boa relação com todos os países.

A declaração de lei marcial feita pelos militares turcos priva os cidadãos de suas liberdades individuais, proíbe manifestações, censura opiniões e limita o direito de ir e vir. Além disso, houve a instauração do toque de recolher e o bloqueio das redes sociais.

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Fora essas medidas, o exército Turco declarou que, após a conclusão do golpe de Estado, uma nova Constituição será elaborada. A mídia europeia afirmou que o presidente deposto, Erdogan, poderia pedir asilo político na Alemanha, mas, segundo a CNN, não corre perigo.

Eleito primeiro ministro em 2014, Erdogan foi eleito presidente ao término do seu mandato, concentrando o poder em suas mãos, mesmo com a Turquia tendo um regime parlamentarista. Ultimamente, o chefe de Estado tentava realizar modificações no regime presidencialista, que dariam mais poderes ao presidente turco.

Primeiro-ministro descarta êxito do golpe

Binali Yildirim, primeiro-ministro da Turquia, declarou em pronunciamento na rede de televisão NTV que existe um golpe militar em curso em Ancara, capital do país. Yildirim descartou a possibilidade do golpe ter êxito e que os responsáveis pelo levante representavam um pequeno grupo dentro do Exército.

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Mesmo descartando a probabilidade de sucesso do Golpe Militar, o primeiro-ministro admitiu que o grupo de militares insurgentes cercam prédios importantes. O primeiro-ministro ainda assegurou que os militares participantes do ato serão severamente punidos.

Segundo o portal de notícias turco T24, o edifício em que se encontra a chefia dos serviços secretos turcos foi alvejado por tiros disparados de um helicóptero. O T24 também divulgou que um grande número de policiais ocupa as ruas de Ancara e bloqueou os acessos a praça de Kizilay, uma das principais da capital turca.

Além dessas medidas, os policiais bloquearam as pontes sobre o Estreito de Bósforo, em Istambul, a fim de impedir o tráfego da parte asiática à europeia da cidade, comunicou a emissora de televisão NTV. O canal de televisão ainda informou que vários tanques estavam nos arredores do aeroporto de Istambul. #Ataque #Dentro da política