Ricardo Barros, atual ministro da #Saúde, fez um comentário, no mínimo, infeliz. Ele comentou, ontem (15/07), que a maioria das pessoas que vão procurar ajuda médica na rede publica de saúde, nas unidades de atenção básica, não está doente, pois é apenas imaginação.

O ministro continou sua fala ao comentar que a ideia de que para ser bem atendido é necessário passar por exames e receber prescrição médica é algo cultural do povo brasileiro, ou seja, um hábito. Por isso, o Brasil está gastando dinheiro com investimento na saúde no SUS de forma desnecessária. 

Barros comentou que as pessoas pensam que estão doentes, pois a maioria das pessoas que fazem exames constatam que não estão doentes ou que a doença é algo simples para ser curada, sem a necessidade de exames.

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Pelo o que foi dito, parece que Ricardo não sabe o que é exame preventivo ou exame para que o médico tenha certeza ao passar a prescrição médica.

O ministro da saúde defende a ideia de que os pacientes imaginam estar doentes e já querem passar por exames e receber receitas médicas para os medicamentos. Entretanto, isso custa muito caro ao Estado. Dessa forma, é necessário que os médicos conversem com os pacientes, façam a consulta normal e, apenas em casos reais, sejam solicitados os exames.

Críticas

As entidades médicas já se pronunciaram sobre este comentário informando que não estão de acordo com o pensamento do ministro da saúde, pois eles acreditam que os pacientes que procuram postos de saúde realmente estão doentes. Isso é óbvio, pois os sintomas já informam isso, além da ideia de que ninguém vai ao hospital para passear. 

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, 70% dos exames feitos tem o resultado normal pois são exames solicitados de forma errônea ou, devido à demora para realizar os exames, o paciente já está curado".

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Ele confirmou que a maioria dos pacientes realmente estão doentes, mas, algumas vezes, a queixa dos sintomas pode não ser valorizada pelos médicos. A fonte das informações é o site Exame.

Opinião da população

Pelo visto, Ricardo Barros nunca frequentou um hospital público e não sabe como é o atendimento prestado por alguns médicos. O atendimento prestado pelo SUS é deficiente ao ponto de muitos brasileiros recorrerem aos planos de saúde.

O Estado tem a obrigação de gastar com a saúde, o máximo possível, pois o Brasil é um dos países que mais arrecada impostos no mundo. O dinheiro é da população e deve ser gasto com o que o povo decide ser necessário, sendo a saúde o critério fundamental para a sociedade.

Este posicionamento de Ricardo é algo polêmico e seu comentário não está condizente com o cargo. Michel Temer precisa tomar posicionamento sobre isso e trocar de ministro da saúde.

#sistema de saúde #Dentro da política