Gleisi Hoffmann e seu marido, Paulo Bernardo, que foi ministro nos governos de Dilma e de Lula, são acusados de receberem um milhão de reais em propinas durante a campanha política de 2010.

O Ministério Público Federal afirma que Paulo Bernardo operou as propinas recebidas da Petrobras para financiar a campanha política da esposa, que foi eleita no mesmo ano. Há um mês, Paulo Bernardo foi preso em uma nova investigação da Polícia Federal sob a acusação de receber mais de R$ 7 milhões de propinas em um esquema de desvio de recursos em empréstimos consignados. Três dias após a prisão, o ex-ministro foi solto por determinação do STF.

Se condenada, Gleisi perderá o foro privilegiado e o cargo político, podendo ser presa.

Publicidade
Publicidade

Paulo não goza de foro privilegiado, pois não exerce nenhum cargo político na atualidade.

A acusação

As investigações feitas pela Operação #Lava Jato concluíram que Paulo comandou o esquema de propina por dez anos, recebendo de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Bernardo sempre soube da origem ilícita do dinheiro, segundo as investigações.

Gleisi teria se beneficiado das propinas, embora não existam informações oficiais de que tenha solicitado ou participado da fase de pedir ou receber os valores. A procuradoria denunciou o casal por corrupção passiva, crime que, se houver condenação, confere até doze anos de reclusão no caso da sentença mais severa.

A defesa

Os advogados do casal afirmam que as acusações não possuem fundamento jurídico e que não há provas ou evidências de que houve a participação de Gleisi no esquema.

Publicidade

Também acusam um dos delatores de apresentar sete contradições no caso, o que para a defesa de Hoffmann significa a apresentação de fatos falsos.

As delações citadas pelos advogados Rodrigo Mudrovitsch e Verônica Sterman são do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto, que descreveram o esquema criminoso de Gleisi e seu marido em suas delações premiadas. Ambos são considerados "peças" importantes para montar o quebra-cabeças envolvendo os investigados pela Operação Lava Jato. #Senado Federal