As investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, comandadas pelo juiz Sérgio Moro, fecham cada vez mais o cerco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com o aprofundamento das apurações que fazem alusão ao conteúdo do cofre apreendido durante operação realizada pela força-tarefa da Polícia Federal, em São Paulo e supostamente atribuído ao ex-mandatário do País.

O Ministério Público Federal pretende solicitar ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava-Jato em primeira instância, a partir da sede da Justiça Federal do Paraná, que encaminhe uma determinação para que o ex-presidente #Lula se manifeste sobre a propriedade dos itens encontrados no cofre apreendido em uma agência bancária, e que de acordo com as investigações, pertence a Lula.

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O cofre foi apreendido em uma agência do Banco do Brasil, na capital paulista, durante a execução da vigésima quarta fase da Operação Lava-Jato.

Anteriormente, o juiz Sérgio Moro já havia intimado a defesa do ex-presidente Lula para que providenciasse explicações sobre os itens encontrados no cofre, porém, devido a uma suspensão pelo processo ter sido remetido ao Supremo Tribunal Federal, o juiz Sérgio Moro não pôde dar prosseguimento no andamento do processo. Com a volta do processo para a primeira instância, o Ministério Público solicitou que o juiz paranaense dê prosseguimento com as investigações.

Defesa nega irregularidades

O Instituto Lula rejeita que tenha havido qualquer ilegalidade nas situações delineadas pelo Ministério Público Federal e afirma que aguarda que o juiz Sérgio Moro se declare impedido de atuar no caso, de acordo com a solicitação da defesa do ex-presidente Lula para que o juiz se manifeste primeiramente sobre o pedido.

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Conteúdo do cofre

Os procuradores querem que a defesa de Lula explique sobre os bens encontrados, sob posse de Lula, como: esculturas, moedas de ouro, medalhas e até mesmo uma espada. Todos os itens estão em 23 caixas de papelão, em uma caixa maior de madeira. A força-tarefa da Lava-Jato apura se o transporte dos bens, através do serviço prestado pela empresa Granero, tenha sido pago por empreiteiras envolvidas nos escândalos de #Corrupção da Petrobrás, abastecidas por desvios bilionários dos cofres públicos da estatal brasileira. #Lava Jato