A Polícia Federal decretou nesta manhã de quinta-feira, dia 07, a 32° fase da operação Lava Jato, denominada "Caça Fantasmas". Ela tem como objetivo investigar a atuação do FBP Bank, que estaria atuando ilegalmente no país. Segundo a instituição, foram expedidos sete mandados de condução coercitiva e mais dez de buscas e apreensões em São Paulo, Santos e na cidade de São Bernardo do Campo. Cerca de sessenta agentes federais estão nas ruas para garantir o cumprimento de todas as medidas que visam garantir o andamento desta etapa.

Um dos principais alvos da PF neste momento é o Edson Fanton, que é considerado o responsável pela atuação da instituição financeira no Brasil.

Publicidade
Publicidade

Segundo as investigações, a atuação ilegal da instituição no Brasil poderia ser uma das responsáveis pelas remessas de dinheiro considerado sujo, ou seja, oriundo possivelmente do esquema de desvio de recursos da Petrobras. O banco atuava movimentando valores que eram de propriedade de pessoas investigadas pela #Lava Jato e por outros clientes que estavam interessados em investimentos no exterior. Essas operações envolviam também empresas que possuíam algum tipo de relação com a estatal.

A FBP Bank é uma instituição bancária que não possui registro no Banco Central e, portanto, não possui autorização para atuar no território brasileiro. Segundo a PF, além de movimentar recursos de terceiros para o exterior, o banco era o responsável pela negociação de empresas do tipo off shore, que por sua vez, possuíam registro na Mossack Fonseca, que também é investigada pela Lava Jato, no famoso escândalo do Panama Papers.

Publicidade

O principal investigado, Edson Fanton, possui parentesco direto com Mário Renato Fanton, delegado da Polícia Federal (ambos eram primos), que é considerado dissidente pelos demais colegas da instituição, e foi denunciado juntamente com outro agente pela tentativa de denegrir a honra da instituição. Ele tentou acusar todos os policiais envolvidos na Lava Jato pelo crime de coação e a colocação de uma escuta na cela de Alberto Youssef, preso pela operação, sem autorização judicial. 

#Governo #Corrupção