Jornalistas, políticos e representantes da sociedade em geral de países como a França, Alemanha, Grã-Bretanha, entre outros, têm se manifestado em relação ao momento político-social conturbado que o Brasil está passando e, geralmente, são comentários ou posições firmes, declarando que o que está acontecendo no país não passa de um “golpe de Estado”. Tanto é assim que Antoine Karam, senador francês, ao conceder entrevista ao jornal Correio do Brasil de circulação diária, defendeu a ideia de que o governo da França necessita adotar uma atitude de denúncia no que diz respeito ao golpe sofrido pela democracia brasileira com o afastamento da presidente #Dilma Rousseff

Karam nasceu na Guiana Francesa, governou o país por 18 anos e agora o representa no Senado da França.

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Na entrevista o senador deixa explícita a sua solidariedade à Dilma, que segundo ele foi afastada graças a uma manobra arbitrária e antidemocrática de parte da sociedade brasileira. 

"Este silêncio do governo francês, assim como do conjunto da classe política francesa e não somente da esquerda, é inaceitável”, reiterou Karam ao criticar a postura mais comedida e sem muitos alardes com o governo interino de Michel Temer por parte dos líderes franceses. O político fez questão de lembrar que a França é sinônimo para o mundo de democracia e direitos humanos, ou seja, as autoridades francesas não podem ficar indiferentes ao que está acontecendo no Brasil. 

Inclusive foi na França que encontraram exílio brasileiros de renome, tais como Josué de Castro, Milton Santos, Celso Furtado e até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é a favor do impeachment de Rousseff, salientou novamente Karam.

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O senador é um político socialista que participou de um encontro especialmente organizado para discutir, segundo os franceses, o golpe institucional ocorrido no país, reunião essa promovida pela senadora do Partido Comunista da França, Laurence Cohen. 

Uma vez que a Guiana Francesa faz fronteira com o norte do Brasil, o que está acontecendo por aqui tem consequências diretas entre as relações dos dois países. Um exemplo histórico claro disso foram os problemas de outrora, ocasionados enquanto o Brasil era dirigido pela ditadura militar de 1964 a 1985. 

Karam não se fez de rogado e denunciou que há representantes simpáticos à forma de atuação da ditadura dos militares no Brasil, e com isso se sentem movidos a roubar o poder para si em função dos seus interesses e negócios particulares, o que é um perigo catastrófico para uma democracia que por enquanto é frágil e jovem. 

Segundo o senador francês, o que está acontecendo politicamente no gigante sul-americano nesse momento pode ter desdobramentos funestos para os demais países do mundo.

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Antoine Karam finaliza sua entrevista apoiando o povo do Brasil e destacando que a resistência a tudo o que vem acontecendo é um fator essencial à democracia. 

"Os brasileiros devem rejeitar todos esses politiqueiros que ultrajam os valores democráticos. Esses mesmos que pregaram a luta contra a corrupção somente para elaborar o golpe, tendo em vista que são eles os maiores corruptos que hoje querem eternizar seus privilégios... devem resistir ao que aqui denunciamos neste colóquio: o golpe institucional. Estamos com vocês nesta luta!", arrematou o senador do país que imortalizou a frase “liberdade, igualdade, fraternidade”. #Impeachment #Crise no Brasil