Em Brasília, os deputados passaram o sábado em articulações, para definir as candidaturas que vão disputar a eleição para a presidência da Câmara, na semana que vem. A disputa foi aberta depois da renúncia de Eduardo Cunha, que está com o mandato suspenso.

Desde a renúncia do deputado federal #Eduardo Cunha a base de apoio do governo do presidente interino Michel Temer se dividiu para disputar a cadeira de presidente da #Câmara dos Deputados.

Saiba quais partidos disputam a cadeira da Câmara

De um lado estão os governistas independentes DEM, PSDB, PSB e PPS. Do outro lado está um grupo que tem doze partidos pequenos e médios que é composto pelo PP, PR, PSD e outros.

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E ainda temos os avulsos, compostos por deputados de menor expressão.

O presidente em exercício Michel Temer passou o dia no Palácio do Jaburu e não teve nenhum compromisso oficial, mas ele está muito atento aos nomes que se apresentam. A ordem é não apoiar ninguém publicamente, até porque todos que têm chances são aliados do governo.

Até agora seis deputados registraram suas candidaturas, mas os mais cotados para vencer ainda não entraram na disputa, como o deputado Rogério Rosso, do PSD-RJ, que pertence ao ''centrão'', e Rodrigo Maia, do DEM, que pertence ao grupos dos independentes.

O que se sabe até o momento é que, sozinho, ninguém tem a quantidade de votos suficiente para a vitória, com isso será necessário buscar um consenso.

Atualmente, o DEM tem uma aliança informal com o PSDB, PPS e PSB.

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Dessa aliança é necessário que saia um candidato, além de ser necessário fazer com que outros partidos apoiem essa candidatura.

Sem nenhuma chance de obter a vitória, o PT, que tem a segunda maior bancada, não irá lançar nenhum candidato para disputar a cadeira da Câmara. O que se comenta é que os parlamentares do Partido dos Trabalhadores irão votar em um candidato, no qual não seja a favor do impeachment contra Dilma Rousseff e que tenha ficado contra o deputado Eduardo Cunha.

Saiba dia e hora da votação

O presidente interino Waldir Maranhão havia reforçado neste sábado que a eleição será na quinta-feira (14), às 16 horas. Mas um grupo de líderes insistiu que seria na terça-feira (12), que é o mesmo dia de uma votação de um recurso para pedir a anulação da cassação e Cunha. Mas candidatos e líderes partidários fizeram acordo e concordaram em fazer a eleição quarta-feira (13), às 16h. Maranhão teria sido convencido por interlocutores do governo Temer para antecipar a data.

O novo presidente da Câmara vai ficar pouco tempo no cargo, apenas 6 meses. Em fevereiro de 2017 haverá uma eleição, para um mandato de 2 anos.