A #Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio de até R$ 102,6 milhões de reais, do ex-tesoureiro do PT (Partido dos Trabalhadores), João Vaccari Neto, e o ex-ministro Paulo Bernardo. Essa medida faz parte da operação Custo Brasil, aquela que prendeu Paulo Bernardo em casa há duas semanas. Ele é acusado de participar de um esquema de desvio de dinheiro de empréstimos consignados.

O #PT também teve dinheiro bloqueado, porém conseguiu reverter a decisão na justiça. O Partido dos Trabalhadores foi citado nessa decisão judicial como um dos principais beneficiados pelo dinheiro desviado. O bloqueio foi aceito, pois a conta que tinha sido bloqueada era para recursos partidários.

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A decisão do bloqueio foi cumprida, no dia que foi deflagrada a operação Custo Brasil, e foi uma decisão que veio do juiz Paulo Bueno, da 6.ª Vara Federal de São Paulo.

O juiz determinou o bloqueio de bens de mais de 30 pessoas e empresas investigadas na operação Custo Brasil. Cada pessoa citada nessa decisão do juiz colaborará com uma quantia, e o valor varia e é baseado na participação de cada um no esquema.

Os valores autorizados para serem bloqueados e mais altos são do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, da empresa Consist, da Csa Net Tecnologia de Informática e também Consulcred Serviços e Consultoria.

Entenda mais sobre a operação Custo Brasil

Essa operação investiga a empresa Consist, que gerenciava empréstimos consignados para servidores públicos federais.

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Segundo a Polícia Federal (PF), ela teria desviado, entre os anos de 2010 e 2015, mais de R$ 100 milhões de reais para pagamento de propina. A empresa Consist tinha sido contratada por entidades que tinham acordo com o Ministério do Planejamento.

Em nota, a defesa do ex-ministro Paulo Bernardo informou que irá recorrer dessa decisão e completou dizendo que essas suspeitas do Ministério Público são sem nenhum fundamento. O PT disse que o partido não cometeu nenhuma ilegalidade e que está aberto para qualquer tipo de esclarecimento. A empresa Consist, em nota, informou que sempre colaborou e que sempre irá continuar colaborando com a Justiça Federal e com os órgãos de investigação. #Corrupção