A prisão de Lúcio Funaro, na operação Sépsis, nessa sexta-feira (1), complicou ainda mais a vida do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Funaro é apontado pelos investigadores como operador de Cunha.

André Moura, que é líder do #Governo na Câmara disse que não vê cenário para que o caso de Eduardo Cunha vá para o Plenário ainda em julho. Ele já está apostando em agosto, para o desfecho do caso, ainda depende daquele recurso - que está na Comissão de Constituição e Justiça - que o deputado quer aprová-lo contra o relatório, que foi aprovado, no Conselho de Ética.

Moura disse que, por conta do recesso que vai acontecer no Senado a partir do dia 13 de julho, acredita que não tem nenhum argumento para defender junto aos líderes, para que os trabalhos na Câmara continuem funcionando.

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O pensamento dele é o seguinte: se o Senado, que tem o processo de impeachment vai ter o recesso, qual o argumento que poderá ser usado junto às lideranças partidárias?

André Moura ainda irá propor a seguinte ideia: ele fará com que a Câmara trabalhe normalmente até o final do mês, e o recesso seria adiado, para a segunda semana de setembro, para emendar com as eleições municipais, pois poucos parlamentares aparecem no recinto nessa época.

Só lembrando que um dos líderes da Câmara, Beto Mansur, é um dos aliados de Eduardo Cunha, mas acha que tem que ter um desfecho. Ele disse que começar o segundo semestre, com Waldir Maranhão na presidência da Câmara é muito ruim, pois Maranhão não consegue colocar à frente seus projetos.

Caso de Maranhão

Nos últimos dias, os aliados de Waldir Maranhão voltaram a defender a proposta, no qual Maranhão declara a vacância da presidência da Câmara, ou seja, a sucessão da Câmara não dependeria de um desfecho do caso Eduardo Cunha.

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Segundo seus aliados, ele já foi consultado sobre essa possibilidade, e Waldir já deixou claro que aceita sim, que seja declarada a vacância, desde que tenham alguma garantia de que irão vencer às eleições. Para deixar claro, isso seria derrotar o grupo de aliados a Eduardo Cunha. #Lava Jato