O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente em exercício #Michel Temer podem ser rivais na disputa eleitoral pelo cargo de chefe de estado no Brasil em 2018. A informação reveladora foi dada pelo líder na Câmara dos Deputados e atual presidente da casa, Rodrigo Maia, do Democratas do Rio de Janeiro. Para Maia, Temer vencerá, sendo capaz de derrubar o representante do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo o Democratas, no entanto, a candidatura de Temer só seria possível se ele conseguisse alcançar pelo menos 50% de aprovação da população na sua gestão. Maia informou ainda que tem certeza que o peemedebista terá grande apreço da população do campo.

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Segundo Rodrigo, a eleição faria Temer e Lula disputarem um possível segundo turno, como a taxa de rejeição do companheiro da presidente afastada Dilma Rousseff é muito alta, Temer conseguiria se reeleger.

É bom lembrar que oficialmente Michel Temer nega que tenha o desejo de se candidatar novamente a presidência. É preciso lembrar que ele é vice há seis anos, mas com a deposição de Dilma, ele passaria a cumprir legalmente o primeiro mandato, o que é visto como mandato tampão. Dessa forma, ele poderia sim, caso quisesse, tentar se eleger novamente em 2018. No entanto, não poderia caso vencesse em 2018 tentar mais uma vez em 2022, a não ser que a legislação fosse mudada nesse meio tempo. Outro que também é tido como um possível candidato, mas que nega a vontade de disputar o pleito é o próprio Lula. 

Em discurso feito nessa semana após saber que a Justiça Federal de Brasília o havia tornado réu durante o projeto da Lava Jato, o petista disse que tanta "perseguição" estava fazendo ele ter uma "coceira" para voltar a disputar uma eleição, mas que queria que isso fosse feito por outro candidato do PT, que fosse mais competente que ele.

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A investigação contra o ex-líder sindical foi aberta um dia depois dele pedir a ajuda da Organização das Nações Unidas contra a Lava-Jato, alegando que o juiz Sérgio Moro não seria imparcial.  #Eleições