O presidente interino #Michel Temer acredita que o combate à corrupção não deve ser uma prioridade de seu governo. O governante retirou, nesta terça-feira (5), o pedido de urgência para que o plenário da Câmara dos Deputados vote as medidas anticorrupção propostas pela presidente Dilma Rousseff. A informação foi repassada à imprensa pelo líder do governo na câmara, o deputado André Moura, do Partido Social Cristão (PSC). Dilma havia proposto a criminalização de caixa dois (um depósito ode ficam guardados dinheiros não declarados aos órgãos de fiscalização), o impedimento de venda ou uso de bens, direitos ou valores adquiridos de forma ilegal; e a criminalização do enriquecimento ilícito de políticos. 

De acordo com André Moura, o governo deseja debater ainda mais o assunto, que está em discussão desde 2013.

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O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, fez um apelo para que o presidente e o Congresso Nacional acelerem a votação das medidas. Ainda não há prazo para que isto ocorra.

Temer nomeou vários ministros acusados de corrupção

Esta não é a primeira vez que Michel Temer parece fazer vistas grossas a casos de corrupção. Logo que assumiu o mandato, o presidente interino nomeou para seus ministérios vários políticos envolvidos em escândalos de corrupção, como José Serra (PSDB), citado no caso de superfaturamento das obras do metrô de São Paulo; Gilberto Kassab (PSD), que já foi julgado por improbidade administrativa; Ricardo Barros (PP), acusado de fraudes em licitações; Mendonça Filho (DEM), suspeito de ter recebido propina; Maurício Quintella (PR), condenado por participação em esquema de desvio de dinheiro destinado ao pagamento de merenda escolar em Alagoas; Raul Jungmann (PPS), acusado de desvio de recursos públicos; e José Sarney Filho (PV), investigado pelo Ministério Público por usar passagens áreas para voar ao exterior com a família, entre outros. 

Alguns ministros não chegaram nem mesmo a esquentar as cadeiras de seus gabinetes.

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Henrique Alves, Romero Jucá e Fabiano Silveira pediram demissão assim que a imprensa divulgou a delação premiada assinada pelo ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. #Dilma Rousseff