No final do mês de junho, assim que o ocorreu o massacre na boate Pulse, em Orlando nos Estado Unidos (EUA), o pastor Marcos Feliciano, que também é deputado federal, postou em seu Twitter um comentário onde expressou seu sentimento de solidariedade aos 50 mortos, mas também de angustia ao levantar dados de que o Estado Islâmico assassinou mais de 150 mil cristãos no mundo, e segundo o pastor estes “não tiveram voz” assim como as vítimas da boate Pulse.

Isso foi muito criticado pelos internautas. Afirmaram que ele estava sendo oportunista, utilizando-se da situação para fazer campanha anti-gay. Isso porque, ainda, não se tinha certeza se era um crime de terrorismo ou de homofobia.

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Feliciano chegou a fazer um vídeo afirmando que era de terrorismo sim e que os evangélicos eram as maiores vítimas do terrorismo do Estado Islâmico.

O youtuber Felipe Neto, um dos pioneiros em vlog do Brasil, entrou em uma discussão pelo Twitter com Feliciano. Felipe Neto chamou Feliciano de “lixo humano” por ficar fazendo campanha política num momento tão sensível como aquele, além de propagar discurso de ódio contra os gays. O pastor Feliciano respondeu as acusações, mas Felipe Neto disse que não iria ficar debatendo por Twitter, se ele quisesse que marcasse hora e lugar que ele iria ao confronto, juntamente com sua equipe a fim de gravar.

Eles se encontraram em Brasília no gabinete do deputado. No dia 5 desse mês o debate foi ao ar no Youtube. Houve uma grande expectativa dos seguidores de ambos, que tivesse trocas de ofensas e muito mais.

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Contudo, o que ocorreu de fato foi que, Felipe Neto iniciou o debate pedindo desculpas ao pastor; e o deputado perdoou o youtuber. Felipe Neto deixou bem claro que não era porta-voz da comunidade LGBT, entretanto, argumentou a favor do movimento, se utilizando até mesmo de passagens bíblicas.

Feliciano, por outro lado, afirmou que fala pelos evangélicos: “eu falo por esse povo”, contudo, deixou claro que no momento sua bíblia era a Constituição Federal. Disse isso afirmando o conceito de família enquanto união de homem e mulher, de acordo com a constituinte. Ficando, desse modo, na defensiva de político e evitando utilizar-se de argumentos bíblicos – para não ser taxado de fundamentalista.

Para os internautas, o debate não atendeu as expectativas. Felipe Neto encerrou a entrevista, dizendo: “foi esclarecedor, foi interessante, surpreendente em alguns pontos”. Além disso, os dois exaltarem essa oportunidade democrática de “troca de ideias”. #Igreja #Dentro da política