A corregedora-geral, ministra Maria Thereza de Assis Moura, eleita relatora dos processos que requerem a cassação da chapa da presidente #Dilma Rousseff, solicitou diligências e investigações necessárias sobre a campanha eleitoral de 2014. Nesse ínterim, instalou-se no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma equipe de auditoria a qual declarou a existência de dados controversos na chapa da petista. Na verdade, foram localizados registros de pagamentos de quantias elevadas, causando estranheza, pois, configuram serviços fictícios realizados em gráficas com recursos procedentes da Petrobras.

Ressalta-se que o resultado da perícia deverá ser oficialmente divulgado até o próximo mês, pois as apurações estão em fase de finalização, significa que os auditores devem editar o relatório referente ao parecer do controle interno sobre a prestação de contas da petista.

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Entenda como funcionava a fraude

Em uma reportagem publicada na revista "ISTOÉ", revelou-se o envolvimento das gráficas VTPB, Focal e Red Seg. As três prestadoras são acusadas de terem recebido valores superfaturados repassados pelos organizadores da campanha de Dilma Rousseff. Os serviços fictícios eram contratados e acordados com quantias elevadas, as quais eram depois devolvidas aos petistas. Especula-se que a fraude tenha movimentado aproximadamente R$ 52 milhões, vinculados ao esquema de corrupção que ocorria dentro das dependências da Estatal.

A reportagem esclareceu que as gráficas "não conseguiram comprovar que prestaram os serviços declarados durante as últimas eleições", informando ainda que as incertezas contribuíram para reforçar "os indícios de que eram mesmo de fachada e serviram de ponte para o pagamento de propinas do Petrolão", afirmou a revista.

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Ademais, as quantias utilizadas nos repasses fraudulentos não foram declaradas, ou seja, não houve a apresentação de notas fiscais de nenhuma das gráficas, não há comprovante com fins de pagamentos, ordens de execuções de serviços ou qualquer outra documentação que indique algum contrato trabalhista, além disso, não existe nenhum extrato bancário que fundamente tais valores.

O assunto é deveras importante, tanto que, o ministro Gilmar Mendes foi categórico em sua análise sobre a falta de provas que justifiquem o repasse de altos valores, haja vista que a ilicitude sugere a penalidade por falta grave originando a punibilidade, ressaltou o Ministro.

O Partido dos Trabalhadores não acreditava em uma apuração dessa gravidade, talvez por isso a presidente Dilma não tenha se preocupado com tais especulações relacionadas à cassação da chapa, exceto, quando o pedido de "impeachment" foi requerido pelo Congresso Nacional, motivando assim, o afastamento da petista.

Outros envolvidos na mesma articulação são o marqueteiro João Santana e sua esposa Mônica Santana, que participaram da organização da campanha de Dilma e foram acusados de receberem valores em 'dinheiro vivo' da empreiteira Odebrecht, além de depósitos em contas particulares, não justificados.

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Os dois encontram-se presos em um desdobramento da 23ª fase da operação Lava Jato, a qual investiga o esquema fraudulento da Estatal.

  #Petrobras #Corrupção