Não são boas notícia para Fernando Haddad os números do Datafolha divulgados hoje (15) para a Prefeitura de São Paulo. O prefeito é o nome em quem o PT tenta se sustentar em um eventual impeachment de #Dilma Rousseff. Mantê-lo no comando da maior cidade do país é uma tarefa que o partido começa a achar complicado.

Segundo a pesquisa Datafolha, a liderança está com o pré-candidato Celso Russomanno (PRB), com 25% das intenções de voto, seguido pela pré-candidata Marta Suplicy (PMDB), com 16%. A surpresa está por conta de Luiza Erundina (PSOL), com 10%. Já o atual prefeito Fernando Haddad aparece com 8%, seguido por João Dória (PSDB) com 6%, Marcos Feliciano (PSC) com 4% e Andrea Matarazzo (PSD) com 3%.

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A pesquisa foi realizada na terça e quarta-feira desta semana e entrevistou 1.092 pessoas. Brancos e nulos somam 19% e não souberam ou opinaram 4%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Sem Russomanno na disputa, Marta lidera

Enfrentando problemas na justiça, onde é acusado de peculato (desvio de dinheiro público) e será julgado no início de agosto pelo Superior Tribunal Federal (STF), o candidato do PRB pode ser enquadrado na ficha suja, ficando proibido de disputar a eleição. Assim o Datafolha fez uma simulação sem seu nome, onde Marta Suplicy assume a liderança com 21%. Erundina fica com 13%, e Haddad, com 11%. João Dória segue com 7%, e acabam empatados Matarazzo e Feliciano, com 5%.

Haddad tem maior rejeição

Fernando Haddad parece ter herdado nessa reeleição a rejeição ao PT, além de não ter uma administração bem avaliada, onde apenas 14% aprovam sua gestão e 48% reprovam.

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Ele é o mais rejeitado entre os candidatos, com 45%, seguido por Feliciano, com 32%, e Marta, com 31%. 

Apoio de Temer, Dilma e o Impeachment

Celso Russomanno, como Deputado Federal, foi à favor do impeachment de Dilma Rousseff, e Marta Suplicy, como Senadora, já anunciou seu voto pelo afastamento definitivo de Dilma. Luiza Erundina chamou para si a responsabilidade de manter uma esquerda combativa em São Paulo, condenando o golpe. Fernando Haddad pouco tem se envolvido na crise política nacional.

A ex-petista Marta Suplicy hoje conta com o apoio do presidente interino Michel Temer, e Fernando Haddad, segue aliado de Dilma Roussef e Lula. #Eleições 2016