Com mandados expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator da #Lava Jato, a Polícia Federal (PF) realizou, nesta sexta-feira, dia 1, operações de buscas e apreensões nas residências de executivos da Friboi, assim como em empresas suspeitas de se beneficiarem do esquema de repasse de propinas para liberação de fundos do FGTS, o qual teve a participação do presidente afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Foi preso o doleiro Lúcio Funaro, acusado de ser o operador direto do deputado nas operações e que atuava como representante de empresas que receberam dinheiro do governo.

A PF realizou buscas na casa de um dos empresários da Friboi, Joelsei Batista.

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Segundo a delação de Sérgio Machado, a empresa foi a responsável pela doação de cerca de R$ 40 milhões para as campanhas de eleição de vários senadores do PMDB. Procurada pela equipe do site G1, a empresa não se manifestou sobre o caso.

As novas denúncias de crimes que envolvem a participação de #Eduardo Cunha como um dos principais beneficiários dos repasses ressurgem agora com a delação do Fábio Cleto, aliado do parlamentar e ex-presidente do Fundo que administra as loterias da Caixa Econômica e do Governo. Segundo o mesmo, o deputado teria embolsado propinas referentes à liberação de recursos do FGTS para algumas empresas, entre elas, a própria Friboi.

A prisão do doleiro que mantinha um estreito relacionamento com Eduardo Cunha foi feita a partir de investigações realizadas pela PF. Elas comprovam a participação do mesmo em esquemas de favorecimento de empresas como a Cebel, representada por Lúcio Funaro.

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Segundo as informações, a empresa teria recebido a quantia de R$ 1 bilhão do grupo Schahin, responsável pelas obras de uma hidrelétrica em Belém. Este repasse teria sido intermediado pelo presidente afastado da Câmara, que teria recebido como pagamento dois automóveis de luxo, no valor de R$ 180 mil cada um.

Foi preso ainda o lobista Milton Lira, cujo nome fora encontrado em documentos apreendidos pela PF no gabinete de Diogo Ferreira. Ele era assessor do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT) e que foi preso pela Lava Jato em novembro do ano passado. Nas investigações, o acusado é suspeito de intermediar negócios que favorecessem o banco BTG junto a políticos do PMDB, dentre eles, o próprio Cunha. #Corrupção