Algumas semanas após ser preso em uma operação da PF, Paulo Bernardo, ex-mnistro dos governos de Dilma e Lula e marido da senadora Gleisi Hoffmann, foi indiciado criminalmente por corrupção e organização criminosa.

As investigações da #Polícia Federal apontam um desvio de cerca de R$ 100 milhões em empréstimos consignados realizados entre os anos de 2010 e 2015. Na semana passada, o político foi ouvido pela polícia, mas negou todas as acusações.

Após o recebimento oficial da denúncia contra Paulo Bernardo, o Ministério Público Federal analisará o inquérito recebido para decidir se acata ou não a denúncia. Se condenado, pode ficar recluso por mais de dez anos.

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Relembre a prisão do ex-ministro

Em cumprimento das diligências da Operação Custo Brasil, a Polícia Federal prendeu Bernardo em sua casa, mantendo-o preso durante todo o fim de semana.  O ex-ministro foi preso sob a acusação de ter recebido mais de R$ 7 milhões em propinas. As investigações começaram em 2015, quando a PF fechou o cerco contra um possível esquema de corrupção envolvendo consignados.

Dias depois a prisão, o STF decidiu que o mesmo deveria ser liberto. Senadores da bancada de Gleisi, entraram com um recurso junto ao Supremo pedindo para invalidar as buscas realizadas em sua residência, alegando que a mesma é inviolável por conta de sua imunidade parlamentar.

Gleisi chegou a emitir um comunicado oficial onde acusou o presidente em exercício, Michel Temer, de conspiração contra Paulo Bernardo, a fim de, segundo a senadora, mudar o foco da defesa de Dilma Rousseff no processo do impeachment.

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A defesa

Através de sua advogada, Verônica Abdalla Sterman, Paulo reitera que nunca recebeu qualquer valor do esquema, tampouco teve conhecimento da existência do mesmo. Além desse processo, Paulo pode responder outro processo com sua esposa nos próximos dias, uma vez que uma denúncia, por receber mais de R$ 1 milhão em propina para promover a campanha política de Gleisi, foi oferecida por Janot e o MPF exigiu agilidade do STF para decidir o futuro do casal. #Crime #Senado Federal