Se a Carta Magna do Brasil fosse obedecida ao pé da letra, não poderia haver o envolvimento funesto, com inúmeros exemplos negativos, da participação de religiosos de denominações diversas no cenário político brasileiro, pois, conforme a Constituição já citada, o país é ou deveria ser um Estado laico, ou seja, não poderia estar sujeito a uma única #Religião ou essa deveria passar longe de influenciar na tomada de decisões do Estado em relação aos interesses dos seus habitantes. Por outro lado, é justamente o contrário do que vem ocorrendo no governo do presidente interino Michel Temer, depois que esse assumiu o poder no Planalto Central. A “bancada evangélica” apoiou quase que massivamente o afastamento, visando o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff e a ascensão do então vice-presidente Temer.

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Uma das principais alegações dos políticos e religiosos favoráveis à deposição de Rousseff, foi a acusação de que a presidente e o seu governo alimentavam diretamente a onda de #Corrupção que varre o país. Entretanto, pelo menos alguns desses mesmos arautos da moral e dos bons costumes, estão sendo, também, alvos de denúncias de corrupção.

É o caso dos deputados federais Márcio Marinho e Tia Eron - PRB-BA, pertencentes à bancada evangélica e membros ativos da Igreja Universal do Reino de Deus, os quais podem ter sido os destinatários finais de recursos que eram, sim, de direito, dos beneficiários do programa de cunho social da Assembleia Legislativa da Bahia.

O periódico brasileiro, Folha de S. Paulo, veiculou que 80 doadores de campanha eleitoral do ano de 2014 constam da listagem de beneficiários do programa bolsa-auxílio baiano.

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Tia Eron que durante dias foi assunto de nota da imprensa nacional, uma vez que quis se isentar da votação contra o político de carteirinha, Eduardo Cunha, no Conselho de Ética da Câmara, compõe o vasto rol de políticos evangélicos, objetos de denúncia do reembolso de doações de campanha de beneficiários do programa social, que entre os anos de 2011 a 2014, teve um valor orçado de R$ 19 milhões, dinheiro esse que era para o uso das “crianças carentes” ou alunos matriculados na rede do sistema de ensino da época. 

O PRB - Partido Republicano Brasileiro ou “partido da Universal” foi o grupo político para o qual mais dinheiro oriundo do programa da Assembleia Legislativa baiana de sustento aos estudantes pobres foi desviado, representando o somatório de aproximadamente R$ 330 mil doados aos candidatos, os quais não cumprem o pré-requisito duplo de carência e serem estudantes para receber tanto dinheiro assim.

Tia Eron, o bispo licenciado da Igreja Universal, Márcio Marinho e Sildevan Nóbrega, deputado estadual, todos pela legenda do PRB, somaram o recebimento da parte de 8 bolsistas, no valor de R$ 48 mil.

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Deraldo Damasceno, é outro baiano que já foi deputado estadual pelo PSL e recebeu de 3 bolsistas a quantia de R$ 34 mil.

Alex Lima que é deputado estadual pelo PTN, foi denunciado pela Folha de SP, por ter recebido R$ 2.500 de doação da bolsa auxílio lá no ano de 2012 e em 2014 quando declarou à Receita Federal, um patrimônio orçado em R$ 1 milhão, Lima disse ter passado por maus momentos financeiros em sua vida. Com tanto comportamento vexatório, é difícil de fato, levar a sério alguns políticos do Brasil! #Crise no Brasil