O último obstáculo que impede que o processo contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entre em votação no plenário e o presidente afastado da Câmara dos Deputados seja cassado é um recurso apresentado pela defesa junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Com o adiamento pedido pelo relator do caso, Ronaldo Fonseca (PROS-DF), o recurso será apreciado apenas no dia 6, e a possível votação será no dia 12 de julho. 

Devido ao trâmite legal do Regimento Interno da Câmara, se esse cronograma for mesmo seguido dentro da CCJ, e o recurso de Cunha for negado, o processo de cassação que já foi votado e aprovado pelo Conselho de Ética deverá estar apto para ser colocado em pauta apenas no dia 18 de julho.

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O problema que surge para adiar ainda mais a votação de uma possível cassação de Cunha é o recesso parlamentar. O início da pausa de meio de ano dos trabalhos no legislativo brasileiro se da no dia 18 de julho e vai até dia 31 do mesmo mês. 

Na melhor das hipóteses para os contrários a #Eduardo Cunha, o recurso do presidente afastado é recusado pela CCJ no dia 12. O processo de cassação subirá para a Mesa Diretora, que terá o prazo de duas sessões para ler em plenário a decisão, publicando no Diário da Câmara no dia 14. Dessa forma, a cassação poderia ser votada no dia 15, porém, trata-se de uma sexta-feira, que tradicionalmente não existem sessões deliberativas, e que é o último dia útil antes do início do recesso parlamentar do dia 18, segunda-feira.  #Câmara dos Deputados #Dentro da política