O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski decidiu contrariamente à solicitação dos advogados de defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. O processo que envolve as gravações autorizadas pela Justiça, contendo os áudios grampeados de Lula em conversas telefônicas com políticos, advogados e alguns membros do  governo da presidente afastada #Dilma Rousseff, se tornaram alvo de enorme polêmica no País.

O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, atua durante o mês de julho, como plantonista nas decisões que passam pela análise da Corte. Vale ressaltar que todos os processos que envolvem as investigações da Operação Lava-Jato, estão sob a relatoria do ministro Teori Zavascki, que atualmente não está realizando a análise dos inquéritos sob foro privilegiado, devido ao período de recesso da Corte.

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Decisão de Lewandowski

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, rejeitou a maioria dos pedidos da defesa do ex-presidente Lula. A solicitação da defesa consistia em que os áudios das conversas gravadas entre Lula e autoridades com foro privilegiado, não pudessem ser utilizadas pelo juiz Sérgio Moro, da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná. A decisão de Lewandowski representou uma derrota da defesa do ex-mandatário do País, já que segundo a determinação do ministro, "os grampos devem permanecer na preservação naquele juízo", sinalizando, que devem as gravações ficarem sob a guarda do juiz Sérgio Moro, que é símbolo da Operação Lava-Jato. Porém, a decisão de Lewandowski determinou que a reclamação da defesa de Lula fosse remetida ao final do recesso, com direcionamento ao gabinete do ministro relator da Lava-Jato no STF, Teori Zavascki.

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 Ele (Zavascki) teria, então, o poder decisório para determinar se o conteúdo das gravações dos áudios que implicam o ex-presidente Lula, pudessem ser considerados como provas  para serem utilizadas evidentemente, no processo contra o ex-presidente. Já a defesa de Lula acredita que ao final, o STF possa anular os atos relativos às gravações das conversas captadas e autorizadas pelo juiz Sérgio Moro. #Lava Jato