A disputa pela sucessão da presidência da #Câmara dos Deputados está acirrada e, até agora, um número recorde de candidatos mostrou interesse em suceder o deputado afastado, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Um fato curioso e extremamente negativo para a grande maioria dos brasileiros que defendem a “ficha limpa dos políticos" é que, dos seis principais candidatos à presidência da Câmara, quatro têm alguma pendência judicial, um é citado por um delator da Operação Lava Jato e o sexto já foi acusado de crimes que já prescreveram.

Os quatro candidatos à presidência da Câmara que ainda respondem processos na justiça terão que se explicar sobre crimes que vão desde peculato (desvio de dinheiro público) até condições de trabalho análogas à escravidão.

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Veja quais são os seis principais candidatos à sucessão de Eduardo Cunha, na eleição que ocorrerá nesta quarta-feira:

  • Rogério Rosso (PSD-DF): responde a processo de peculato e também é indiciado por #Corrupção. Os crimes pelos quais responde têm a ver com o escândalo de corrupção ocorrido em 2010, no Distrito Federal, o qual resultou na prisão do governador, José Roberto Arruda, e obrigou o vice-governador, Paulo Octávio, a renunciar ao cargo.
  • Beto Mansur (PRB-SP): este parlamentar é o que possui a maior lista de processos judiciais. Ele responde a uma acusação de exploração de trabalho escravo, em uma fazenda situada no interior do estado de Goiás. O escândalo envolveu 46 trabalhadores, dos quais, sete eram menores de idade. Ele também responde processos de crime de responsabilidade, improbidade administrativa e dano ambiental.
  • Rodrigo Maia (DEM-RJ): este não tem processo judicial, mas, provavelmente, terá, pois foi citado no depoimento do delator da Operação Lava Jato, Léo Pinheiro, sócio da empresa OAS.
  • Fernando Giacobo (PR-PR):  esse foi beneficiado pelo prescrição de seus processos no Supremo Tribunal Federal, nos quais era acusado de formação de quadrilha e crime tributário.
  • Heráclito Forte (PDB-PI):  já foi condenado por fazer uso de publicidade institucional, visando promoção pessoal, quando era prefeito de Teresina, Piauí. Também teve suas contas reprovadas pelo TRE nas últimas eleições eleitorais.
  • Jovair Arantes (PTB-GO): foi condenado, em 2014, por fazer uso de funcionário público em seu comitê de campanha. Terá que pagar uma multa de R$ 25 mil, mas ainda cabe recurso no TSE.

Lembrando que o presidente da Câmara dos Deputados exerce um papel central nos passos do governo.

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O novo presidente será o primeiro na linha sucessória de Michel Temer e poderá acelerar ou atrapalhar o andamento de projetos fiscais importantes para colocar o Brasil nos trilhos do crescimento econômico.