O senador amapaense Randolfe Rodrigues (Rede Sustentabilidade) afirmou em entrevista ao Jornal do Brasil que acredita em uma reversão política do processo de impeachment. Randolfe foi um dos primeiros congressistas a marcarem posição em favor da antecipação das eleições, antes mesmo que o afastamento temporário de Dilma fosse consumado.

O senador acredita que é possível que o não tenha ao menos 30 votos, o que inviabilizaria a finalização do processo com a cassação de mandato e a declaração da perda dos direitos políticos de #Dilma Rousseff por oito anos. Ele acredita que, pelo menos 21 dos 22 que votaram contra a admissibilidade manterão o voto pela volta de Dilma e que outros nove senadores estão discutindo a possibilidade.

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Destes, seis estariam inclinados a rever posicionamento. Este grupo contaria com senadores do PDT, PMDB, PSB e PSD.

O senador disse ainda que, para isto, Dilma precisa falar abertamente sobre o aceitar o processo de novas eleições.

O senador Requião também acredita

Outro senador que tem afirmado que haveria quórum suficiente para liquidar o processo na votação final é o paranaense Roberto Requião (PMDB-PR). A favor de um plebiscito que devolva ao povo o poder decisório, Requião faz parte de um grupo chamado "desenvolvimentista". Este grupo defende a volta da presidenta afastada, contanto que ela aceite mudar os rumos da atual política econômica (baixando os juros e retomando a valorização da indústria nacional) e a realização do já citado plebiscito.

Dilma sinalizou para a proposta

Em entrevistas dadas recentemente, a presidenta afastada Dilma Rousseff sinalizou para a proposta de plebiscito.

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Em conversa com Luís Nassif, em programa que foi ao ar na TV Brasil, Dilma falou que o "pacto democrático havia sido rompido" e que a repactuação passava por uma consulta popular. Ela tem defendido que não há saída para a crise política que não passe pela sua volta e que o governo interino "é a crise".

Aliados da presidenta afastada acreditam que, com os despachos do Ministério Público (MP) que não viu crime nas "pedaladas fiscais", a sua volta ao Palácio do Planalto estaria cada vez mais próxima. Entretanto, há dúvidas sobre se o grupo político da petista convencerá pelo menos mais seis senadores - além dos 22 que votaram pela admissibilidade - de que a sua volta é o caminho para a superação da crise. Nos últimos dias, a imprensa divulgou que Dilma escreveria uma carta ao povo brasileiro e que abraçaria de vez a tese de plebiscito, numa última tentativa de salvar o seu mandato. #PT #Impeachment