Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, é um dos homens que mais tem a delatar à Justiça.  Atualmente, encontra-se preso no Complexo Médico de Pinhais desde o ano passado, mas, nesta quarta-feira, o petista foi remanejado da carceragem em que estava para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, procedimento esse que tem por finalidade a apresentação do réu diante do juiz para esclarecimentos, os quais sinalizam alteração processual. Entretanto, segundo os comentários, Duque, pode já estar fechando o acordo de delação premiada, o que justificaria toda a movimentação, argumentou o defensor do ex-diretor Adriano Bretas que não pode se manifestar sobre o caso.

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Logo que foi transferido, a revista 'Veja' publicou uma matéria informando que os investigadores da Operação #Lava Jato, os quais apuram o maior escândalo de #Corrupção do país, revelaram que " é o primeiro passo para que o ex-diretor, que voltou a pleitear um acordo de delação premiada," ainda enfatizou sobre o momento que deve ser adequado para "organizar os fatos que poderá delatar em futuros depoimentos", finalizou a reportagem.

Renato Duque, mesmo preso, continuou fiel aos aliados do alto escalão da cúpula do #PT, afinal, chegou ao cargo da presidência por intermédio da presidente afastada Dilma Rousseff, com total apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-diretor foi condenado por receber propinas bilionárias entre os anos de 2009 e 2010, com repasses confirmados pelo Grupo Odebrecht, os quais foram direcionados a uma conta no exterior, em que apresentou a titularidade da offshore Milzart Overseas.

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O condenado já computa penas que somam aproximadamente 60 anos de prisão. Diferentemente de outros condenados que, apesar de estarem na mesma situação de Duque, ou seja, acumulam muitos anos de condenação, optaram em realizar os acordos de delação premiada, o que traz certo conforto ao preso, pois as perspectivas de redução da pena são imediatas.

A condenação do ex-presidente da Petrobras foi proferida pelo então juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condução da Lava Jato. Em outra ocasião muito remota, Duque já havia tentado utilizar-se do acordo de delação, mas não atingiu sucesso em virtude de suas revelações não serem suficientes para o alcance do benefício, portanto, a delação foi suspensa.