Descontente com a atual situação, a presidente Dilma (PT) declarou em uma entrevista concedida ao jornal português "Diário de Notícias”, que apesar de tudo que fez, não foi convidada para o evento das Olimpíadas, marcado para ocorrer no próximo mês, na cidade do Rio de Janeiro.

Com indignação, a chefe de Governo não concorda com a atitude de ter sido excluída, digamos assim, do rol das personalidades políticas. Até o momento o Comitê Olímpico Internacional não enviou o convite, talvez porque não fazem questão da presença da presidente. Dilma, atualmente encontra-se afastada de suas atividades presidenciais em decorrência da instauração de um processo de '#Impeachment' que tramita no Senado Federal.

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Lembrando que a petista classificou a provocação como um 'Golpe de Estado'.

De fato, mesmo sem ter certeza se vai comparecer, Dilma, ressaltou que o seu governo trabalhou muito em função desse acontecimento, alegou ainda que providenciou os recursos necessários, programou a segurança e toda a parte de divulgação, ou seja, deu publicidade ao evento, deixou tudo organizado quando passou pelo constrangimento de ser afastada. Então, novamente afirmou que, seria prudente se fosse convidada para participar desse momento tão importante.

A programação das Olimpíadas está agendada para as 20h do próximo dia 5 de agosto, no Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro. Todas as personalidades de destaque, inclusive, o presidente interino Michel Temer (PMDB), deverão estar presentes no momento da abertura, já no camarote presidencial, onde deverão ser recebidas as autoridades do Comitê Internacional.

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Em uma possível aparição de #Dilma Rousseff, também deverá ocupar a mesma tribuna. O acontecimento será palco de transmissão internacional e conta com a primeira apresentação pública de Temer, em companhia da petista após o seu afastamento, claro, se por ventura, decidir comparecer.

Para Rousseff, outra presença que seria fundamental é a do ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva, que por sua vez, também realizou grandes obras pelo país e jamais poderia ser esquecido.

Provavelmente esse assunto já foi discutido com Michel Temer, pois no mês de junho, o presidente do comitê internacional, Carlos Arthur Nuzman, propôs um encontro para ajustar determinadas questões e logicamente, essa foi um dos tópicos da pauta.

Por fim, a reportagem encerrou abordando Dilma sobre a decisão da renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a qual esclareceu que não foi uma questão de "política" e nem de "vingança", lembrou apenas que Cunha, "colocou o presidencialismo em risco ao promover o golpe". #Rio2016