O senador peemedebista, Roberto Requião, fez inúmeras críticas ao declarar que escola sem partido é coisa de “filho da p...”. A declaração do político teve repercussão negativa a ponto de até Alexandre Frota, do Movimento Contra a Corrupção, gravar um vídeo para rebatê-lo.

O político ainda disse que quem defende a ausência de doutrinação partidária dentro das escolas, que os apoiadores da ideia são ‘analfabetos políticos’ e que esse movimento é uma ‘canalhice’.

Abaixo segue um trecho da entrevista de Requião:

Uma semana de polêmica para o senador Requião

Desde o último final de semana, Requião tem sido notícia na mídia, pois além de ser um dos poucos peemedebistas que defendem a volta de Dilma para a Presidência da República, ofereceu um jantar para que Lula se encontrasse com senadores, a fim de buscar votos que ajudassem a presidente afastada a voltar para o seu cargo.

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Entretanto, apenas seis senadores, todos do PT, compareceram ao jantar. O evento particular de Requião e Lula foi considerado por grandes meios de comunicação como um grande fiasco.

O que é o programa ‘Escola Sem Partido’?

Esse movimento foi, inicialmente, criado por estudantes, professores e pais de estudantes do ensino básico e superior público, que visavam acabar com a doutrinação partidária dentro da sala de aula, o que impede que os jovens compreendam fatos políticos e históricos, os ‘treinando’ como militantes de uma ideologia política de esquerda.

O objetivo do movimento é que nenhum partido, de direita ou esquerda, seja doutrinado na sala de aula, mas que a história e outras disciplinas sejam ensinadas com base na verdade e não em convicções particulares de cada docente.

O programa volta a ser discutido politicamente

Com os recentes vídeos e notícias de alunos que agrediram professores e até colegas dentro de universidades e escolas por conta de suas ideologias, bem como de professores sendo filmados fazendo apologia ao socialismo, comunismo e até mesmo a partidos como o PT, muitos políticos e movimentos que lutam pelo impeachment de Dilma e o fim da corrupção aderiram à causa.

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O assunto acabou virando tema de debates em programas de TV, popularizando ainda mais o programa apartidário. Reportagens que expõem materiais doutrinários de professores e casos de grande repercussão sobre o tema também ganharam seu espaço em grandes jornais do país.

Atualmente, existe o Projeto de Lei 867/2015 que visa integrar ao currículo escolar o programa "Escola sem Partido". O projeto é de autoria do deputado federal Izalci do PSDB-DF e tem o apoio da grande maioria dos colegas da Câmara, de acordo com as últimas discussões divulgadas pela imprensa oficial. #Congresso Nacional #Senado Federal #PMDB