Nesta quarta (13), em sessão que deve entrar pela madrugada, a Câmara dos Deputados deverá eleger o sucessor do deputado #Eduardo Cunha à frente da casa. Dos 14 candidatos, 12 são de partidos da base do governo interino, um é da oposição (Luiza Erundina, Psol-SP) e um é do partido de Temer, mas adversário do interino: o ex-ministro da Saúde de Dilma, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), que votou contra o impeachment.

Parte do PMDB, o partido de Temer, ligado ao ministro interino do Esporte Leonardo Picciani (RJ), é responsável por insuflar a candidatura de Castro, dizem alguns colunistas. O motivo seria o descontentamento do grupo do ministro - que também votou contra o impeachment - e que estaria se sentindo cada vez mais alijado das benesses do poder.

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Nos bastidores, o que se comenta é que o nome de Rogério Rosso (PSD-DF) é o mais bem visto pelo Palácio do Planalto. Embora os ministros palacianos tenham dado declarações à imprensa de que não pretendiam interferir, a expectativa é que, nos subterfúgios, o governo trabalhe para eleger Rosso, que é visto como "homem de Cunha". O deputado nega.

No meio de toda esta confusão, está o Partido dos Trabalhadores (PT), partido da presidenta afastada e que esteve no governo pelos últimos 13 anos. Os altos comandos da legenda chegaram à conclusão de não apoiar ninguém que seja do grupo de Cunha ou que tenha trabalhado para o impeachment. Aplicada à regra, sobram apenas Marcelo Castro e Erundina, ex-quadro do partido e por onde se elegeu a primeira prefeita de São Paulo em 1989. Castro, apesar de ser do PMDB, tem boa relação com o PT, tendo sido um aliado fiel.

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Erundina é crítica ferrenha do seu antigo partido, mas é o nome defendido por alguns grupos internos. Inclusive, alguns deputados petistas, como Vicentinho (SP) chegaram a declarar apoio. Vicentinho apoiou, mas voltou atrás após uma crítica da ex-prefeita ao atual gestor de São Paulo, o petista Fernando Haddad.

Cunha renunciou na semana passada, após uma série de acusações que vem enfrentando na casa, entre elas, de ter mentido à CPI da Petrobras sobre posse de contas no exterior e diversas acusações pela Operação Lava Jato. Aliado de primeira hora de Temer, o deputado foi responsável por aceitar o pedido de impeachment da presidenta afastada #Dilma Rousseff#Michel Temer