O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), declarou na última semana durante entrevista coletiva na Casa Legislativa que, caso os senadores decidam pelo julgamento da presidente Dilma Rousseff, afastada pela Câmara dos Deputados da presidência desde 12 de maio, a votação final no Senado deverá ocorrer entre os dias 25 e 27 de agosto. 

Renan afirmou aos jornalistas que pretende a partir do dia 13 de julho decretar um "recesso branco" nos trabalhos da Casa, ou seja, paralisar a pauta de votação de todos os projetos e não convocar mais sessões deliberativas para que os senadores possam focar completamente seus esforços no estudo do processo de impeachment.

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O presidente do Senado afirmou que dará prioridade a nove propostas até o dia em que irá declarar o "recesso". 

Na última semana, foi encerrada a fase de ouvir testemunhas e apresentação da perícia feita por técnicos do Senado sobre o pedido de #Impeachment. Defesa e acusação terão até essa segunda-feira (4) para apresentar seus laudos alternativos sobre a perícia feita pelo Senado. A partir dessa semana, será feita a discussão do laudo pericial e as alegações finais de ambas as partes. Por fim, o plenário irá decidir em primeira votação se deverá julgar a presidente Dilma. Nessa votação, é necessária apenas maioria simples, 41 dos 81 senadores, para acatar e dar prosseguimento a denúncia, que passará para fase de julgamento. No segundo momento, que Renan prevê acontecer a votação entre 25 e 27 e agosto, serão necessários 54 senadores para que Dilma perca em definitivo o mandato. 

Fase atual

O processo de Dilma está na fase de "pronúncia".

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A Comissão do Impeachment está analisando depoimentos e colhendo provas para que o relator do caso, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), possa elaborar um parecer considerando dar continuidade ao julgamento ou não. A previsão para a primeira votação do parecer de Anastasia no plenário do Senado é para o dia 9 de agosto, segundo cronograma aprovado na comissão especial. 

Caso chegue a fase de julgamento, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandoski, entrará em cena. Será ele que irá comandar a sessão de votação que fará o julgamento da presidente #Dilma Rousseff

Recesso

O Senado Federal entrará de recesso parlamentar entre os dias 18 e 31 de julho, porém, essa pausa nos trabalhos não irá afetar em nada o cronograma da Comissão. Segundo Renan Calheiros, a Comissão do Impeachment continuará trabalhando, mesmo com a Casa em recesso. 

Propostas antes do "recesso branco"

Até a data determinada por Renan Calheiros para a paralisação das convocação de sessões deliberativas no dia 13 de julho, nove propostas serão priorizadas.

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Legalização dos Jogos

Regulamentação dos crimes de abuso de autoridade

Reajuste de imposto sobre herança

Atualização da lei de licitações

Estabelecer limite global para a dívida da União, despesas do legislativo e gastos de tribunais de contas estaduais.

Essas são os projetos mais relevantes que serão deliberados pelo Senado antes da votação do processo de impeachment da presidente Dilma.  #Dentro da política