A senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) disse nesta segunda-feira (11) que solicitará à Comissão do #Impeachment a convocação do procurador do MPF Ivan Claudio Marques. Para Gleisi, a decisão do procurador, que considerou não haver crime no atraso de repasses ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), é relevante para o processo.

Ivan Claudio Marques foi o responsável por solicitar uma investigação acerca dos atrasos de repasses do Tesouro Nacional para bancos públicos, as chamadas "pedaladas fiscais". Sobre o BNDES, entretanto, Marques recomendou o arquivamento da investigação por entender que não há dolo (crime).

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Gleisi está convencida de que a decisão do procurador liquida de vez com os argumentos do impeachment.

Junto com Lindhberg Farias (PT-RJ), Fátima Bezerra (PT-RN), Wanessa Graziotin (PCdoB-AM), Telmário Mota (PDT - RR) e, mais recentemente, Kátia Abreu (PMDB -TO), a  senadora faz a linha de defesa da presidenta afastada #Dilma Rousseff na Comissão Especial do Impeachment no Senado.

Além de solicitar por requerimento a oitiva do procurador - que contradiz o próprio Tribunal de Contas da União (TCU), Gleisi solicitará ainda a retirada das "pedaladas" do processo de impeachment, uma vez que o procurador já adiantou que os casos avaliados são semelhantes.

Se as pedaladas fiscais forem retiradas, restarão como base da denúncia feita por Janaina Paschoal e Miguel Reale Jr apenas três decretos de suplementação de créditos assinados pela presidenta afastada no ano passado.

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No momento, foi encerrada a fase de produção de provas pela Comissão, e o relator, Antônio Anastasia (PSDB-MG), está produzindo o relatório de pronúncia, a ser votado no início de agosto.

Gleisi Hoffman foi ministra-chefe da Casa Civil no primeiro governo Dilma Rousseff. Também já foi executiva da hidrelétrica Itaipu, a binacional de Brasil e Paraguai. Atualmente, exerce o cargo de senadora pelo estado do Paraná. Antes de ingressar como parlamentar do PT, Gleisi pertenceu aos quadros do PC do B, herança de sua vivência no movimento estudantil.

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