Na sexta-feira (8), o juiz Sérgio Moro ordenou a soltura de quatro investigados na Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato, que foi deflagrada na última quarta-feira (4). A decisão de Moro foi motivada pelas petições protocoladas pelos agentes da Polícia Federal, que solicitavam que os investigados fossem soltos. Além disso, o próprio juiz considerou desnecessária a prorrogação do tempo de prisão temporária, que é válido por 5 dias.

A decisão de Moro colocará em liberdade Edison Freire Coutinho (ex-diretor da empresa Schain), Erasto Messias da Silva Junior (empresário), Roberto Ribeiro Capobianco (presidente da empresa Construcap) e Genésio Schaivinato Júnior (diretor da empresa Construbase).

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O período para que Coutinho e Capobianco ficassem presos temporariamente expirou na sexta-feira (8). Já as prisões temporárias de Schiavinato e Messias venceriam neste sábado (9), porém, Moro concedeu a liberdade a ambos porque considerou que eles já tinham prestado depoimento na sexta, na Polícia Federal e não havia nenhum pedido para transformar a prisão temporária em prisão preventiva.

Moro ordenou a soltura dos investigados sob a condição de que eles comparecerão a todos os atos processuais e investigações a que forem convocados. O juiz federal deixou claro que, caso os investigados não cumpram as medidas cautelares instauradas, será expedido um mandado de prisão preventiva contra eles.

Investigação de irregularidades em licitações

A Operação Abismo foi deflagrada com o intuito de investigar desvios nas licitações para a reforma do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello, da Petrobrás).

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O Cenpes é responsável pelos estudos a respeito da exploração de águas profundas.

Até o momento, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) apuraram que o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 39 milhões em propina para obter um contrato com a Petrobrás entre 2007 e 2011. Integravam o consórcio em questão as seguintes empresas: OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Schahin Engenharia, e Construcap CCPS Engenharia. A Schahin Engenharia e a OAS já estavam sendo investigadas pela Lava-Jato. #Governo #Corrupção #Dentro da política