Sérgio Moro, Juiz responsável pela operação Lava Jato, faz considerações à respeito das prisões temporárias de investigados na #Lava Jato. O juiz federal defende fortemente a necessidade das prisões preventivas como meio de combate à #Corrupção. Apesar do sistema judiciário ser responsável pela guarda das liberdades fundamentais, o judiciário também tem a missão de proteger os indivíduos, vítimas de crimes e, também, a sociedade, de constantes ataques ao patrimônio público através da corrupção sistêmica em nosso país.

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Palavras de Sérgio Moro

Na concepção de Moro, o país se tornou vítima de uma rotina de malfeitos. Justamente, a causa disso tudo é a falta de uma punição rigorosa para os crimes de agentes públicos em conluio com empresários para atacar os recursos públicos através de estatais. Por isso, defende a prisão preventiva como meio de impedir a reiteração em crimes graves de corrupção. Sérgio Moro rebate críticas de alguns dos maiores advogados criminalistas do país. Os mesmos o acusam de cometer excessos desde a deflagração da Operação Lava Jato em 2014.

Moro afirma que o que pode ser considerado excepcional não são as prisões preventivas impostas aos acusados, nos processos da Lava Jato, mas sim o grau de deterioração da "coisa pública". O Juiz federal diz que os prejuízos causados pela sistemática dos rombos no patrimônio público já chegaram a seis bilhões de reais, somente pela Petrobras. De acordo com as investigações em curso no Supremo Tribunal Federal, revela-se a possibilidade desse prejuízo ter sido somente para pagar propina a vários parlamentares. Isso compromete espantosamente a qualidade da democracia.

Desdobramento da Operação Lava Jato

Com o desdobramento da Lava Jato na sua 31ª fase, denominada "Abismo", que prendeu o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, Moro justifica sua posição dizendo que a prisão de Paulo Ferreira foi cautelar pois, solto, seria um risco à sociedade por exercer ainda influência política e por se considerar a sua permanência até hoje na esfera política partidária. O histórico político do ex-tesoureiro do PT é de 1982 e a importância dos cargos que já exerceu deve também ser considerada. Entre 2012 e 2014 foi suplente com mandato de deputado federal. Além disso, exerceu a função de Secretário de Finanças do PT e participou da organização de eleições de 1982 até 2010.

Conclusões de Sérgio Moro

Sérgio Moro conclui que é inadmissível deixar agentes políticos soltos depois de praticarem crimes graves contra a Administração Pública e também lavagem de dinheiro público sem consequências e vivendo tranquilamente. Em sua concepção, Moro reafirma que a atitude correta deveria partir das próprias instituições políticas ou das próprias estruturas partidárias para corrigir este tipo de delito. No entanto, é preciso a prisão cautelar para não dar chance para que o acusado destrua provas. #Justiça