O presidente da República em exercício, #Michel Temer, fazendo uso de sua discreta capacidade de articulador político, partiu na frente com o objetivo de garantir apoio interno e já começou a escolher os nomes que deverão ocupar os cargos que fazem parte do chamado segundo escalão do #Governo. Neste grupo, estão as diretorias de empresas estatais, assim como cargos de chefia em órgãos e departamentos que fazem parte do atual gabinete. A necessidade de se fazer as tais reformas leva o governo a ceder às indicações de seus aliados, como parte de uma negociação que busca parcerias políticas na condução do processo de reestruturação econômica do país.

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Aproveitando o recesso do meio do ano do Congresso, o governo e toda a sua equipe de trabalho buscam acelerar as nomeações de pessoas indicadas pelos partidos políticos, numa tentativa de construir uma base sólida de apoio para a votação das medidas que deverá ser feita a partir de agosto, tanto na Câmara quanto no Senado. Para tal tarefa, já foram escalados o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o secretário do governo, Geddel Vieira Lima. Eles seriam os dois principais nomes aos quais os parlamentares se dirigem para entregar os nomes dos seus 'apadrinhados'. A intenção de Temer é que com a volta de todos os parlamentares, ele já possa ter uma frente de aliados bem estruturada para vencer as votações a favor das pautas governamentais.

Vários cargos e órgãos que são motivos de disputa entre os partidos políticos

Para o atual governo interino, os nomes indicados politicamente já começam a ser encaixados dentro do segundo escalão.

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Por exemplo, na região Nordeste, a presidência do tão cobiçado Banco do Nordeste (BNB) deverá permanecer sob a batuta do seu ocupante atual, Marcos Holanda, cuja indicação foi feito pelo mesmo partido de Temer, o PMDB. Para a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), ficará Marcelo José Almeida das Neves. Na presidência da Companhia do Vale do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), foi indicada Kênia Marcelino.

Para os cargos das empresas estatais com abrangência nacional como, por exemplo, a Eletrobras, foi nomeado o ex-diretor da Companhia Paulista de Força, Wilson Ferreira Júnior, cujo nome deverá ainda ser ratificado na reunião que vai escolher o próximo conselho administrativo marcada para esta sexta-feira, dia 22. Já a Imprensa Nacional  deverá ser dirigida por Pedro Ataíde.

No caso da região Norte, ainda está vago o cargo de presidente da companhia de energia, a Eletronorte. Segundo as informações de assessores, o PMDB deverá ser o responsável pela indicação.

Todas as nomeações, antes de serem publicadas no Diário Oficial da União, foram repassadas pela Secretaria do Governo para a Casa Civil, cuja função será a de dar a permissão para a nomeação dos indicados.      #Crise econômica