Enquanto o país enfrenta uma séria crise econômica, baixa arrecadação no país, altas taxas de desemprego, medidas que prejudicam o trabalhador como a aposentadoria e o auxílio-doença, que serão revistos, e em menos de 60 dias da aprovação da redução da meta fiscal, uma classe "sortuda" ganha um reajuste bem significativo de aumento salarial: o presidente em exercício Michel Temer, concedeu um aumento de 41,47% aos servidores do judiciário. A lei foi assinada nesta quarta-feira, dia 20. Quem deu a informação foi o Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o supremo, os servidores não receberão esse aumento de uma só vez, será pago de forma escalonada, dividido em oito parcelas, pagas até julho de 2019.

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Há ainda, de acordo com a lei assinada, o reajuste de 25% para cargos em comissão e os técnicos judiciários que tenham nível superior, receberão também adicional de qualificação.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, disse, em nota que depois de lutarem muito, os servidores ganharam um reajuste merecido, mesmo que esse reajuste (relembrando: 41,47%) não contemple as perdas salariais do passado recente. Apesar disso, ele diz que esse reajuste recompensa parcialmente a dedicação dos mesmos à instituição.

Dilma Rousseff havia vetado reajuste em 2015

No ano passado, também em julho, a presidente afastada Dilma Rousseff, vetou um projeto que havia sido aprovado pelo Congresso e que reajustava o salário dos servidores com um percentual médio de 59% (o percentual ia de 56% a 78%).

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A negociação foi retomada e o novo presidente acatou o aumento.

Inicialmente havia a proposta de reajuste de 21,3%, feita pelo #Governo. Esse reajuste seria sobre a folha total do judiciário e representaria aproximadamente R$ 28 bilhões, e seria pago dentro de quatro anos.O Supremo rejeitou essa proposta. A partir daí foi aberta a nova negociação, com um pedido de aumento maior. Um tanto maior, convenhamos. Para registro: o reajuste foi sancionado pelo presidente interino, #Michel Temer, sem vetos. #Crise-de-governo