É notório que o governo do presidente interino #Michel Temer não é unanimidade nacional, ainda mais com o número superior a 54 milhões de brasileiros que votaram na presidente #Dilma Rousseff, mas isso dentro das fronteiras nacionais do país. Errado! A discordância sobre a legitimidade de Temer e sua trupe já alcançou o estrangeiro, quando, por exemplo, até mesmo políticos democratas dos #EUA, país que é acusado por alguns de ter dado apoio ao chamado "golpe de Estado", se reuniram nesta segunda-feira (25) na capital norte-americana, Washington, e fizeram a solicitação formal a John Kerry, o atual secretário de Estado daquele país, cargo extremamente importante e de confiança do presidente Barack Obama, que não manifeste nenhum tipo de compatibilização com o governo do interino no Brasil.

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Segundo a fala dos 40 congressistas democratas, o que está acontecendo no Brasil não passa de uma "ameaça as instituições democráticas" de direito que se preconiza com o julgamento descabido na esfera política de Rousseff, causando a "mais profunda preocupação" nesses líderes específicos dos Estados Unidos pelo que vem acontecendo no gigante sul-americano.

Os legisladores democratas fizeram questão de levantar a bandeira que muitos entendidos e especialistas políticos, criticam severamente o mecanismo de cassação da presidente, uma vez que falta legalidade na apresentação da base comprovatória ao impeachment e em sendo assim, tudo isso não passa de uma queda de braço política entre o interino presidente Temer e a presidente eleita democraticamente.

Os congressistas dos EUA foram enfáticos na solicitação de que Kerry se isente na fala de qualquer tipo com as autoridades interinas no poder atualmente no Brasil, a fim de que isso não seja percebido como um apoio a condenação do afastamento definitivo de Rousseff pelo Senado brasileiro.

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Os norte-americanos sugeriram ao secretário de Estado que o que vem acontecendo é uma tentativa de se interromper as investigações por parte da presidente Dilma dos casos de corrupção que imperam na República brasileira e de estabelecer no poder novamente a camada política e empresarial conservadora abandonada pelos cidadãos brasileiros nas últimas eleições.

John Conyers, que é democrata e representa o estado do Michigan, esbravejou falando que houve uma "apropriação do poder por parte de políticos que não foram capazes de ganhar nas urnas". Obviamente que se Dilma sofrer o impeachment definitivo, o povo todo sairá perdendo; entretanto, mais ainda os negros e mulheres do Brasil, reiteraram os congressistas.

A representante feminina dos democratas norte-americanos pelo Estado de Ohio, Marcy Kaptur, realçou que com o momento dos Jogos Olímpicos no Brasil, entre 5 e 21 de agosto, tudo o que se referir a diplomacia internacional e gestos do país dela com o Brasil pode influenciar "seu futuro (do Brasil) como democracia".

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Vale frisar que, pela 1ª vez em mais de 20 anos, os congressistas dos EUA mostraram-se preocupados sobre a política interna brasileira e a qualidade da democracia na nação, trazendo um alerta de como o futuro da governança por aqui, afeta todo o mundo e não só aos cidadãos brasileiros diante do mundo globalizado em que todos vivem.