O juiz federal, Sérgio Moro, não ficou calado e respondeu à altura as acusações feitas contra ele, pelo advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, numa entrevista concedida ontem ao jornal Folha de São Paulo. Zanin classificou o juiz de Curitiba como “juiz acusador” e que em seus inquéritos faz “juízo de valor” quando cita #Lula. Em resposta às acusações, Moro elaborou um documento contendo 15 páginas, e protocolou nessa sexta-feira (22). Como resposta ao advogado de Lula, Moro afirmou que “falta seriedade na argumentação” e que não irá abrir mão da investigação que está em suas mãos sobre o ex-presidente petista.

Além da resposta dura, Moro afirmou que existiam elementos investigativos suficientes para decretar a prisão de Lula, logo no mês de março desse ano.

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Porém, o juiz federal optou em tomar uma medida “menos gravosa”: a condução coercitiva. Ele também comentou sobre a acusação de que ele havia autorizado de forma ilegal os grampos telefônicos feitos contra Lula e outros políticos.

Moro afirmou que a interceptação telefônica revelou diálogos nos quais há uma clara indicação de que a intenção do ex-presidente era de obstruir as investigações, fato que, por si só, já justificaria o decreto de prisão temporária do petista.

Advogados de Lula afirmaram que juiz toma medidas política-eleitorais

Os advogados de Lula também afirmaram que Sérgio Moro toma medidas contra Lula se baseando em razões política-eleitorais. Em relação a isso, Moro respondeu:

“Este julgador jamais participou de evento político. Nenhum dos eventos citados, organizados principalmente por órgãos da imprensa, constitui evento político”.

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Sobre a acusação de imparcialidade, Moro afirmou que o fato de ele expor seu entendimento provisório sobre os fatos contidos no processo, não significa que ele esteja pré-julgando Lula. Ele citou algumas medidas que foram favoráveis ao ex-presidente, durante a tramitação do processo, como por exemplo, o indeferimento de pedidos de prisão temporária de associados do ex-presidente e o pedido de indeferimento do pedido de condução coercitiva da mulher de Lula, Marisa Letícia. #Justiça #Lava Jato