Ronald Golias (1929 - 2005), mestre do estilo 'comédia pastelão', aplaudiria em pé a performance do deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ) que resolveu fazer como fazem as celebridades do mundo musical quando se jogam do palco e são sustentadas nos braços de seus fãs. Só que, no caso do parlamentar, a tentativa tornou-se desastrosa e ele acabou caindo no chão como um boneco de pano. Levantando-se rapidamente, foi aclamado pela alcunha de 'mito' por seus seguidores. O vídeo da queda já está viralizando na internet e não tardará para surgirem os primeiros memes acerca do tombo de Bolsonaro.

A cena inusitada aconteceu na última sexta-feira (1) quando o polêmico militar da reserva do exército brasileiro participava de manifestação a seu favor, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Sobre o teto de um veículo modelo Kombi onde estavam pessoas com fantasias do Capitão América e do Batman, Bolsonaro apresentou performances teatrais fazendo flexões a pedido do ator Paulo Cesar Rocha, que interpretou o personagem atlético Paulo Cintura na "Escolinha do Professor Raimundo".

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Desde que teve processo de cassação aberto contra si no último dia 28 por quebra de decoro parlamentar, pedido feito pelo Partido Verde com denúncia de apologia à tortura, o deputado federal e seu filho Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) tem participado de atos em seu apoio na capital fluminense e em São Paulo.

O crime no qual o PV pretende enquadrar Bolsonaro tem motivação no depoimento do ex-militar, que homenageou o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército, um dos órgãos atuantes na repressão política durante o período da ditadura militar no Brasil. Ustra tornou-se famoso por ser um torturador que dava choques e batia em suas vítimas com cipós. A declaração afirmando que Ustra foi o "pavor de Dilma" foi feita durante votação do impeachment da presidente, dia 17 de abril passado.

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Além do processo por quebra de decoro na Câmara, Jair Bolsonaro é réu em outro processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) por denúncia de apologia ao estupro. Neste caso, a denúncia tem como razão o fato de o deputado declarar, na tribuna da Casa, que a deputada federal Maria do Rosário (PT-RJ) era feia e por isso não 'merecia' ser estuprada por ele.

Em seu sexto mandato na Câmara Federal, o parlamentar já anunciou que será candidato nas eleições presidenciais de 2018. #Governo