No início da madrugada dessa quinta-feira (14), ocorreu a votação do segundo turno para escolher quem seria o substituto do deputado afastado, #Eduardo Cunha (PMDB/RJ), no cargo de presidente da #Câmara dos Deputados. Os dois candidatos finalistas, Rogério Rosso (PSD/DF) e Rodrigo Maia (DEM/RJ) disputavam o cargo mais almejado da Câmara dos Deputados. E no fim deu Rodrigo Maia, numa vitória tranquila e por margem folgada. Foram 285 votos para Maia e 170 para Rosso. No final da eleição, os parlamentares favoráveis a Maia, gritaram: “Fora Cunha, fora Cunha”.

O vencedor da votação, Rodrigo Maia, recentemente anunciou seu rompimento com Eduardo Cunha, após manter uma relação de proximidade com o peemedebista.

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No olhar dos especialistas em política, a vitória de Maia foi uma derrota para os parlamentares considerados do “centrão”, grupo que ganhou força na gestão de Eduardo Cunha. No total da expressiva votação de Maia, ele teve 120 votos no primeiro turno e 165 votos no segundo turno. Agora Rodrigo Maia cumprirá o mandato de presidente da Câmara até fevereiro de 2017.

Maia soube aproveitar o movimento de repulsa a Cunha para ganhar apoio

A vitória do parlamentar do partido Democratas foi uma demonstração do sentimento de repulsa a Eduardo Cunha que estava sendo alimentado pela maioria dos parlamentares, tanto os de direita quanto os de esquerda. Até parlamentares do PT foram favoráveis à eleição de Maia (somente no 2º turno), aliança essa que começou a ser construída alguns dias atrás, mas que não vingou no primeiro turno da disputa, já que na primeira votação, os petistas decidiram apoiar, Marcelo Castro do PMDB que já foi ministro da presidente afastada Dilma Rousseff.

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Castro não era visto com bons olhos por Michel Temer e já era considerado um dissidente e, caso vencesse essa eleição, seria uma grande derrota para a base governista na Câmara. Após a confirmação da derrota de Castro, Maia conseguiu convencer com seu discurso parlamentares, não somente do PT, mas também do PDT e do PCdoB. As principais palavras de Maia em seu discurso final foram: “não se deve votar em um partido e sim em uma pessoa”. #Crise-de-governo