A Polícia Federal enviou, nesta quinta-feira (28), ao juiz Sérgio Moro, um laudo contendo informações que afirmam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua esposa, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, orientaram reformas realizadas no sítio Santana Bárbara, localizado em Atibaia (SP).

O sítio é frequentado pela família do ex-presidente e embora a operação #Lava Jato tenha atribuído a propriedade do sítio a ele, o petista nega que seja dono do imóvel e também do apartamento no Guarujá, ambos investigados.

Segundo os investigadores, o sítio sofreu reforma logo após ter sido comprado pelos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna.

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Os empresários afirmam que #Lula não é proprietário do imóvel e que receberam ajuda financeira de Marisa para finalizarem a aquisição.

A reforma, no imóvel incluiu uma cozinha gourmet, avaliada em R$ 250 mil. Isso leva a crer que cerca de R$ 1,7 milhão tenha sido gasto na compra do imóvel e na referida reforma.

Existem suspeitas de que tais reformas tenham sido efetuadas pela Construtora OAS , que também é alvo nas investigações da Lava Jato.

A reforma

Peritos apontam, como evidências substanciais, que a reforma realizada na cozinha do imóvel aconteceu no período entre março e junho de 2014, com o acompanhamento de arquitetos da OAS e comandada pelo presidente da empresa, Léo Pinheiro.

O laudo afirma que parte da reforma foi efetuada pela empresa Odebrecht, também alvo na operação Lava Jato.

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Parte do documento inclui conversa telefônica entre o arquiteto e o presidente da OAS.

No relatório entregue consta que foi encontrada no sítio uma pasta de cor rosa, contendo croquis, endereçados à ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, que teria comandado a reforma.

Esses croquis são semelhantes a outros que foram encontrados na casa do casal, localizada em São Bernardo do Campo.

O centro de custo Zeca Pagodinho

Em conversa divulgada, e anexada aos laudos, entre o executivo Paulo Gordilho, José Aldemário Pinheiro e Léo Pinheiro, ambos da OAS, para que fosse possível a viabilização das reformas no sítio e apartamento - assim como nas demais obras solicitadas pelo casal -, seria necessária a criação de centros de custo.

Léo Pinheiro sugere que sejam criados os centros de custo Zeca Pagodinho 1, e Zeca Pagodinho 2. O primeiro seria destinado às despesas com reformas no sítio, e o segundo às despesas com a reforma do apartamento triplex no condomínio Solaris, no Guarujá.

Os centros de custo iriam justificar os gastos com a contabilidade da OAS Investimentos e da mão de obra utilizada, proveniente da OAS de Salvador - o que os peritos contestaram, alegando "não ser justificado trazer mão de obra de Salvador para Atibaia-SP, somente para a reforma de uma cozinha que não requereria nenhuma mão de obra altamente qualificada." #Dentro da política