Com a aproximação do pleito municipal de outubro, os podres dos candidatos a prefeituras começam a aparecer. Dez candidatos, de oito capitais estaduais, respondem a ações penais na Justiça, sendo três deles já condenados em primeira instância. 

Conheça os candidatos e as acusações

Delegado Éder Mauro (PSD), Belém: o militar é acusado de forjar flagrante durante abordagem, tortura e ameaça de um menor e seu pai.

Zenaldo Coutinho (PSDB), Belém: o atual prefeito é investigado por um incêndio culposo, quando não há intenção, em um pronto socorro por falta de reforma.

João Alves Filho (DEM), Aracaju: o atua prefeito é réu em ação penal por corrupção passiva e peculato

Alexandre Kalil (PHS), BH: ex-presidente do Atlético Mineiro já foi condenado em 1ª instância por apropriação indébita previdenciária

Raul Filho (PR), Palmas: o candidato foi condenado por crime ambiental ao realizar uma reforma em uma de suas propriedades sem autorização.

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Cícero Almeira (PMDB), Maceió: o ex-prefeito é investigado pelo STF por ter inventado um emergência para realizar a quebra de contrato de uma empresa de limpeza para contratar outra de sua preferência. 

Roberto Sobrinho (PT), Porto Velho: o petista já foi prefeito da cidade é preso durante investigação da PF em 2013 por fraude em licitações.

João Paulo Lima (PT), Recife: o candidato já foi prefeito por duas vezes na capital de Pernambuco e responde a três ações, todas por problemas com licitações públicas. 

Luizianne Lins (PT), Fortaleza: a ex-prefeita já comandou a cidade por duas vezes e tenta voltar ao cargo. Ela é ré em processo por ter atrasado a entrega de dados das contas da prefeitura do ano de 2011.

Capitão Wagner (PR), Fortaleza: responde em processo por "suposto dano" ao ter ajudado um grupo de mulheres qu impediram a saída de policiais militares para fazer a proteção em um jogo de futebol.

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Lei da Ficha Limpa

Segundo levantamento publicado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", das 467.074 candidaturas já homologadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 4.849 podem ser enquadradas na Lei da Ficha Limpa.

Com a proximidade de novas eleições, a polêmica da Lei da Ficha Limpa volta à tona novamente. Em vigor desde 2010, ainda na gestão do governo Lula, a Lei busca proibir que políticos condenados possam se candidatar a cargos eletivos. 

Por exemplo, se um político teve as contas de sua gestão reprovadas, ele será enquadrado na Lei e pode ficar inelegível por até oito anos. Outros casos que podem tornar um político ficha suja é se ele for condenado por um órgão colegiado por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, peculato ou improbidade administrativa.

Nas eleições de 2012, quando a Lei foi aplicada pela primeira vez, o TSE recebeu quase 3000 recursos de candidatos impugnados por causa da Lei da Ficha Suja.

Líderes em fichas sujas

Segundo o levantamento feito pelo Ministério Público Federal, São Paulo é o estado com o maior número provável de candidatos suja suja, 1403.

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O ranking do top 3 é completo por Minas Gerais, com 620, e Paraná, com 461 possíveis candidatos.  #Eleições 2016 #Dentro da política