Na tarde de segunda-feira (8), Patrícia Lélis, estudante de jornalismo e militante do PSC Jovem, que acusa o deputado e pastor Marcos Feliciano de tentativa de estupro e violência física, esteve no Senado Federal. Patrícia foi solicitar apoio à Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal.

Assim que deixou a Procuradoria, Patrícia foi parada por jornalista e conversou com eles por uns 30 minutos. Patrícia salienta que não pode dar todas as respostas porque as mesmas estão sob segredo de justiça, mas reafirmou o que havia dito antes. Alega que foi vítima de uma tentativa de #Estupro e violência física pelo parlamentar deputado Marcos Feliciano.

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A jovem pediu aos jornalistas que não deixem as notícias “esfriarem”. Pois acredita que a cúpula do PSC está tentando apagar as provas mais contundentes; que seria o vídeo do dia 15 de junho, onde confirma a estadia de Patrícia no apartamento funcional de Marcos Feliciano. Além disso, patrícia lembra que houve uma senhora que viu ela saindo do apartamento de Feliciano.

Na entrevista, Patrícia afirmou, ainda, aos jornalistas que realmente esteve em reunião com a cúpula do PSC. Pois, ela inicialmente deseja resolver o problema internamente. A jovem diz que queria que o PSC intervisse no ocorrido. Em sua palavra: “quero que o PSC me ajude a levar isso para frente, quero que vocês tomem um ato contra o próprio parlamentar do partido de vocês”.  

Orientação politica

Patricía Lélis é conhecida por muitos no youtube pelo seu posicionamento político.

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Ela afirma ser de direita e conservadora. A jovem é veementemente contra a visão #Política esquerdista. A jovem deixa claro em seus vídeos que é extremamente crítica de todos os passos do movimento feminista. Mas, nessa segunda-feira, Patrícia afirmou que do mesmo modo que os direitistas falam que os esquerdistas têm bandidos de estimação, os direitistas também possuem bandidos de estimação. Disse isso se referindo à proteção do PSC sob Feliciano.

Afirmou ainda que quem mais está ajudando ela e dando visibilidade para o ocorrido, hoje, são as feministas. Na sua estadia no Congresso, Patrícia, ainda, fez questão de publicitar seu pedido de ajuda à Maria do Rosário, deputada federal pelo PT. Pedindo que a deputada acreditasse nela. Patrícia finalizou dizendo: “não fui a primeira, mas espero muito ser a última”.

Boletim de ocorrência

Nesta quinta-feira, dia 4, Patrícia Lélis registrou um boletim de ocorrência. E domingo (7), a jovem também registrou ocorrência na Delegacia da Mulher. Entre as denúncias estão a de tentativa de estupro e violência física pelo deputado Marcos Feliciano.

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Cárcere privado polo assessor de Feliciano, Talma Bauer. Além de suborno e ameaça de morte pelo presidente do Partido Social Cristão (PSC), pastor Everaldo, e Gilberto Nascimento.

Trechos do boletim relatam que o pastor Everaldo, em reunião com a jovem e membros do partido, disse à Patrícia que “achava melhor que ela ficasse quieta”. Além de afirmar que o partido (PSC) não poderia fazer nada por ela. Everaldo também decidiu que a jovem seria desligada do partido. Everaldo foi também quem tentou comprar o silencio da jovem.

 

  #machismo