O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Paulo Adalberto Ferreira e mais outras treze pessoas acusadas de crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e cartel na #Petrobras, viraram réus, efetivamente, uma vez que  as denúncias contra eles foram acatadas pela Justiça, na última sexta-feira (12). O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação #Lava Jato, enviou um pedido para a Justiça, a qual aceitou as denúncias feitas pelo juiz. É a primeira vez que Adalberto Ferreira se tornou réu em um processo da Lava Jato, ele é o antecessor de João Vaccari Neto na tesouraria do PT. 

Três ex-tesoureiros do PT encontram-se investigados e respondendo por crimes.

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Vaccari tem seis processos como réu, sendo acusado de ter recebido dinheiro indevido da Petrobras;  o antecessor de Adalberto Ferreira, Delúbio Soares, foi réu no processo do mensalão e é acusado de ter buscado um empréstimos no nome do partido para o Banco Schahin.

Paulo Adalberto Ferreira

As investigações sobre o ex-tesoureiro envolvem uma propina recebida em um obra da Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), que se localiza no Rio de Janeiro. A obra da Cenpes foi investigada em uma das fases da Operação Lava Jato, Adalberto Ferreira teria recebido R$ 1 milhão de propina direcionado em partes, segundo investigações, para uma escola de samba em Porto Alegre, onde também é sua base eleitoral; contas bancárias de familiares e empresas terceiras. A obra começou a se desenvolver no ano de 2008, e custou cerca de R$ 1 bilhão, porém, investigadores analisaram que foram desviados cerca de R$ 20 milhões do contrato da obra. 

O juiz Sérgio Moro disse que há "indícios suficientes de autoria e materialidade". O ex-tesoureiro nega quaisquer afirmações da Polícia Federal, dizendo que os valores transferidos para ele são legais e foram feitos em 2010 por fornecedores, para ajudar em sua campanha de deputado federal. 

Entre outros acusados, está o também reú Renato Duque, ex-diretor da Petrobras; Roberto Trombeta, Adir Assad, Rodrigo Morales, e o advogado Alexandre Romano, todos envolvidos atuaram no esquema de corrupção da estatal.  #Sergio Moro