A Polícia Federal enviou um comunicado à imprensa nesta terça-feira, 30, avisando que abrirá uma investigação para avaliar uma ameaça de morte sofrida pelo Senador Aécio Neves, eleito pelo PSDB de Minas Gerais. Ele recebeu a tal ameaça através de um e-mai misterioso enviado no momento em que começava a fazer perguntas à presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). A ameaça não chegou a impedir o trabalho do tucano, mas fez até que agentes da Polícia Federal entrassem durante a sessão do julgamento de Dilma na segunda-feira, 29, data em que ela fez um discurso de mais de 45 minutos se defendendo. 

A mensagem anônima foi enviada para a caixa de e-mail funcional do representante do #PSDB às 14h14.

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No texto enviado ao Congressista mineira, ele recebe um aviso mortal e é xingado de asqueroso e canalha. A pessoa que envia a mensagem polêmica solicita que Aécio renuncie ao mandato. Do contrário, ele será morto. O texto continua e segue para a família do parlamentar, que também é ameaçado. No e-mail também foi enviada uma foto de um cadáver. A imagem mostra um jovem, de cerca de 25 anos, cheio de sangue. O envio preocupou bastante a assessoria do Senador. 

Outras mensagens com o mesmo texto foram enviadas para outros Congressistas. Todos eles defendem o #Impeachment de Dilma. Um deles é o também tucano Antonio Anastasia, também eleito por Minas Gerais. Até mesmo deputados tiveram acesso ao texto ameaçados, como o caso de  Antonio Imbassahy, do estado da Bahia. Em entrevista ao G1, ele disse que não se preocupa com o e-mail, pois acredita que esse não passa de uma "molecagem". 

Outro que recebeu a mensagem e falou com o G1 foi o Senador Eunício Oliveira, do estado no Ceará.

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Além do e-mail, ele também disse que recebeu um texto via SMS pelo celular. Esse dizia que os filhos dele iriam sofrer um ataque de "vingança". Pelo sim, pelo não, a Polícia do Senado foi comunicada. O parlamentar disse que não é assustado, mas que não é bom ficar sofrendo esse tipo de perseguição.