Com uma diferença de 38 votos a favor do #Impeachment, 59 a 21, a presidente afastada Dilma Rousseff se tornou ré no processo que tem início marcado para 25 de agosto. Nesta data, Dilma ou seus advogados deverão comparecer à sessão que terá início às 9h.

A notificação, assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que comandará o julgamento, foi entregue ao Senado nesta sexta-feira (12).

Como será o julgamento

Neste julgamento final, serão ouvidas três testemunhas da acusação e seis da defesa. Isto deve ocorrer em dois dias, quinta (25) e sexta-feira (26).

Caso compareça ao Senado, na segunda-feira (29) será a vez de Dilma dar seu depoimento.

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A presidente afastada pode optar por ser representada por seu advogado José Eduardo Cardozo.

O último debate sobre o processo deve ocorrer na terça-feira (30). É possível que a votação ocorra neste dia, ou no dia seguinte (31).

Dilma será definitivamente afastada se pelo menos 54 senadores forem favoráveis ao impeachment.

As últimas manobras para salvar #Dilma Rousseff

Insistindo na tese de que Dilma é vítima de um golpe, parlamentares do #PT pediram a intervenção da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA). O documento pede que o caso seja aceito e que sejam tomadas medidas de proteção de emergência, isto porque, em prazos normais, o pedido tramitaria por anos até ter uma conclusão. Porém, segundo a porta-voz da OEA Maria Isabel Rivero, o prazo ocorrerá da forma usual.

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Mas não apenas os deputados Paulo Pimenta, Paulo Teixeira e Wadih Damous, e o senador Telmário Mota, autores da solicitação internacional, se manifestaram na defesa de Dilma. Os senadores Humberto Costa e Lindbergh Farias revelaram contar com as investigações da Operação Lava Jato contra Michel Temer como tábua de salvação.

Antecipando o resultado desfavorável, Lula e Dilma se reuniram para redigir um manifesto público, no qual pedem consulta popular para antecipar as eleições. Dilma estaria prometendo apoiar o plebiscito que encurtaria o próprio mandato, como um pedido de absolvição.

Embora seus aliados neguem, a votação no Senado mostrou que a maioria dos parlamentares acredita há provas suficientes de que Dilma cometeu os crimes de responsabilidade dos quais está sendo acusada. Sua defesa, entregue ao Senado, contém 670 páginas. Serão suficientes para salvar a presidente?