O jornalista Alexandre Garcia trabalhou com comunicação durante o regime militar. Recentemente, o profissional da mídia virou alvo de críticas da Associação Nacional dos Professores de História por ter feito parte de um período considerado polêmico na história do país. A redemocratização brasileira aconteceu entre 1984 e 1985, mas até hoje o passado político do país gera revolta entre uns e é lembrado com nostalgia por outros. A associação lembrou que Garcia exerceu uma função parecia com a de porta-voz do #Governo João Figueiredo. Esse presidente foi justamente o que fez a transição entre o militarismo e a democracia. 

O comentarista da Rede Globo de Televisão não gostou dos comentários da associação de professores e decidiu dar uma resposta à altura através de seu Facebook verificado.

Publicidade
Publicidade

O texto de Alexandre Garcia diz que ele jamais foi porta-voz superior de Figueiredo, mas que realmente exerceu função importante naquela gestão. O jornalista ainda diz que o que mais irrita os movimentos de esquerda é que durante a chamada "ditadura" é que houve menos mortes feitas pelos #Militares do que em dias comuns de hoje da criminalidade. Ele prossegue dizendo que foi o responsável por uma entrevista realizada três anos do regime acabar, na qual avisou que um civil entraria no lugar da presidência. 

Alexandre Garcia ainda questiona a forma como esses movimentos dizem que lutaram pela democracia. Ele relata que foram feitas execuções, sequestros e bombas na área dos que não concordavam com o que acontecia no país. O profissional da mídia conta ainda que chegou a ser assaltado quando estava em uma agência do Banco do Brasil.

Publicidade

Segundo o jornalista, os revolucionários lutavam armados e tinham até um vanguarda na época em que ele ainda cursava a faculdade. 

O contratado da TV Globo ainda comparou as supostas mortes provocadas por ambos os movimentos, dizendo que elas sequer se comparam com a violência diária. Segundo o repórter, em dez anos foram mortos 364 ativistas pelo governo e mais de 100 pelos revolucionários. "Isso equivale a três dias de assassinatos no Brasil de hoje.”, disse ele.