Os aliados do Partido dos Trabalhadores (PT) estão pensando em um forma de ajudar a presidente afastada #Dilma Rousseff em seu pronunciamento de 30 minutos, que tem o objetivo de sua defesa no processo de #Impeachment no #Senado Federal. Petistas pedem que Dilma use um vocabulário menos jurídico e mais focado no lado emocional.

Segundo informações de alguns participantes de uma reunião no Palácio da Alvorada, que ocorreu na última quarta-feira (18), com o objetivo de discutirem o pronunciamento de Dilma. O senador Roberto Requião aconselhou dizendo: "Olha, tem que chorar e botar todo mundo pra chorar". Requião justificou suas palavras dizendo que apenas aconselhou que Dilma deveria "abrir o coração" perante as câmeras. 

Na reunião, aliados disseram que a presidente se dizia tranquila e afirmou que "se me hostilizarem, não será problema meu", completou sua fala lembrando do dia 17 de abril, em que foi autorizada a abertura do processo de impeachment e, na sessão, Dilma enfatizou que saudaram seu torturador, o coronel Carlos Brilhante Ustra. 

O advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, neste próximo final de semana, começará a elaboração do texto que Dilma irá pronunciar.

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Eles seguem firme na linha de que Dilma Rousseff é inocente, não cometeu crime de responsabilidade fiscal e está passando por um processo de "golpe". Provavelmente, Dilma será interrogada com perguntas sobre a acusação de crime de responsabilidade fiscal.

Os senadores petistas Humberto Costa (CE), José Pimentel (CE) e Paulo Rocha (PA), estão fazendo uma "fiscalização" no Senado Federal, para passar informações sobre os perfis dos senadores que farão perguntas para Dilma no dia do pronunciamento e darão conselhos para a presidente afastada. 

Os 30 minutos de pronunciamento poderão ser estendidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Por ordem, Dilma irá se pronunciar e, em seguida, a acusação, a defesa e os senadores que terão 5 minutos para questionarem e justificarem. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski estará comandando a sessão.