A presidente afastada, Dilma Vana Rousseff, enfrenta momentos cruciais em seu processo de #Impeachment que segue a todo o vapor no Senado Federal, após a aprovação da chamada de "pronúncia", que é uma fase intermediária e aproximando-se, entretanto, de seu desfecho, com grande probabilidade de que a votação em plenário da Casa Legislativa ocorra a partir da data de 25 de agosto, estendendo-se até o final do mês. Segundo interlocutores da própria presidente afastada e membros do Partido dos Trabalhadores (PT), a intenção do Palácio do Planalto, é que a votação do julgamento definitivo do processo de impedimento de Dilma, finalize o mais rápido possível, para que o presidente interino Michel Temer, consiga já no início de setembro viajar à China, reconhecido como o presidente efetivo do Brasil, se aprovado o impeachment da presidente afastada. 

O processo de afastamento de #Dilma Rousseff é presidido na atual fase até o desfecho, pelo ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, conforme regras pré-estabelecidas pela mais alta Corte do País.

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Carta em defesa do mandato e da biografia

A presidente afastada pretende escrever uma carta "célebre" a ser dividida em duas partes: uma delas é destinada ao Senado Federal, em se tratando da defesa do mandato no processo de impeachment que a julga por cometimento de crime de responsabilidade, com base em assinaturas de decretos que não foram autorizados pelo Congresso Nacional, conforme seria o previsto em Lei, e as chamadas "pedaladas fiscais", ao se utilizar de recursos de bancos públicos, sem autorização expressa do Legislativo, acarretando uma "maquiagem" das contas públicas e a real situação financeira do País. A outra parte da carta a ser escrita por Dilma Rousseff, é direcionada ao povo, segundo aliados da presidente afastada, em alusão ao formato de um "documento para a história", em que ela irá defender sua própria biografia, numa espécie de "carta-testamento", conforme o episódio da carta do ex-presidente Getúlio Vargas, porém, o mesmo acabou se suicidando em 1954.

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A carta de Dilma buscará relatar sobre momentos da memória do País, em se tratando da luta da esquerda brasileira, ao se contrapor às forças contrárias, incluindo-se a trajetória do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, segundo interlocutores de Dilma. Não obstante, a carta direcionada ao Senado Federal, deverá conter a palavra "golpe". Entretanto, um dirigente petista foi irônico com respeito à carta da presidente afastada e foi categórico em razão da demora de Dilma: "imagina ela escrever um livro? Só sai em 2030", ironizou.