O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta novas denúncias em processo de investigação da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, comandada pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. O lobista Alexandrino Alencar e o  ex-presidente da Construtora Odebrecht, Benedito Júnior passaram a tarde da última sexta-feira(05), negociando com a força-tarefa sob âmbito da Lava-Jato, juntamente ao Ministério Público Federal, as tratativas que possam  sacramentar um acordo de colaboração premiada na capital paranaense, com os procuradores federais responsáveis pelas investigações que apuram rombos bilionários na Petrobras, caracterizados por desvios dos cofres públicos da maior estatal brasileira. 

Envolvimento e atuação de #Lula

Durante a tentativa de selar o acordo de delação premiada, o ex-lobista e amigo do ex-presidente Lula, Alexandrino Alencar, foi enfático ao afirmar a interlocutores de que "não deve nada ao ex-presidente", num claro sinal de que poderá falar tudo o que sabe sobre a participação do ex-mandatário do País no mega escândalo de corrupção que desviou recursos públicos volumosos dos cofres da Petrobras.

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Alexandrino usufruía de grande proximidade com Lula e era responsável por intermediar junto a empreiteira Odebrecht, a viabilização de pagamentos da empresa direcionados ao ex-presidente, além de acompanhá-lo ativamente em viagens internacionais. Com o aprofundamento das investigações da força-tarefa da Lava-Jato, os fatos ao serem confirmados, poderão contribuir substancialmente com as investigações,segundo os procuradores federais. O amigo de Lula era também o grande responsável pelas palestras do ex-presidente no exterior, e poderá ser decisiva a sua colaboração para comprovar ou não a realização desses serviços, já que pairam muitas dúvidas quanto à existência delas.

Já as tratativas do ex-presidente da empreiteira Odebrecht,  Benedito Júnior, que também se reuniu com os procuradores e negocia seu acordo de colaboração premiada, também pode ter um caráter fundamental no processo de investigação, já que o ex-chefe da maior empreiteira do País, era muito próximo ao ex-presidente Lula e guardava planilhas referentes a pagamentos de propinas destinadas a políticos.

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#SérgioMoro #Lava Jato