Nesta segunda-feira (15), o senador Cristovam Buarque afirmou que o Presidente Interino Michel Temer não conseguirá sustentar a quantidade de votos de congressistas, os quais apoiam  a saída de Dilma Rousseff (PT)."Mesmo tendo um número bastante expressivo contra a Presidente Dilma, #Michel Temer não conseguirá manter os dois terços existentes na casa", que hoje estão do seu lado. Afirmou ainda que o suporte que o Presidente Interino vem tendo vai cair logo que chegue ao fim o processo de #Impeachment, sobretudo nos quesitos que estão gerando tanta polêmica, como as reformas trabalhista e previdenciária, devido a pressões que parlamentares sofrerão dos seus partidos e dos eleitores.

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Cristovam Buarque diz que o processo de Impeachment é uma "violência constitucional", mas imprescindível, dito isso em uma palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo o mesmo, é um mal necessário para que o país possa virar a página e recomece a  crescer. Buarque teve também elogios para o Presidente Interino; disse que Michel Temer tem capacidade para resgatar a confiança econômica no comando do governo e que a economia foi entregue à pessoa certa, se referindo a Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda. Mas desaprovou a realização de revisão de salários de algumas categorias, que segundo ele já têm salários bastante alto.

Sobre os programas sociais, o senador falou que tendem a retroceder no governo de Michel Temer. Para ele, a saída é o corte em verbas na educação e na saúde.

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Buarque afirmou aonda que o governo tem que colocar um limite nos gastos públicos, tendo como base a inflação do ano passado. "A dieta do teto é correta e pedagogicamente é boa para a política", enfatizou Cristovam Buarque.

É de lembrar que, até à semana passada, o senador era tido como voto indeciso no processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, e agora teme perseguição por votar a favor. "Agora me chamam de golpista", declarou o parlamentar, que ainda acrescentou que votará a favor por ser essa sua convicção do que é melhor para o Brasil, e não por ser o que lhe dará mais votos no futuro. #Crise econômica